Flávio Dino: Nome potencial para 2026, diz jornalista

 

A jornalista Denise Rothenburg, do Correio Braziliense, afirmou nesta quinta-feira (02) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, é considerado nos bastidores do Parlamento como um nome em potencial para a candidatura à presidência em 2026, especialmente caso o presidente Lula não consiga se candidatar.

Fora do PT, mas ainda alinhado à base de centro-esquerda que apoia Lula, há um entendimento de que, para vencer nas próximas eleições, os petistas precisarão apresentar um candidato que gere expectativas positivas na população. A atuação de Dino como relator das ações relacionadas às emendas, cobrando transparência na aplicação dos recursos públicos, tem conquistado simpatia.

A jornalista observa que o governo federal tem enfrentado dificuldades em lidar com a questão das emendas. Para a aprovação do pacote fiscal, a administração precisou liberar uma quantidade significativa de recursos durante as votações. Um ofício assinado por líderes do Congresso serviu para validar os pedidos de verbas, mas Dino, com base em ações do próprio Congresso, tem buscado encerrar essa prática de troca de favores. Embora nem todas as emendas tenham sido retidas, os R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão estão sob risco de cancelamento.

A postura firme de Dino, fundamentada nos princípios constitucionais de transparência, é vista como um gesto político significativo para 2024, especialmente com a proximidade da posse dos prefeitos eleitos. Suas decisões podem ajudar a diferenciar os gestores e parlamentares que utilizam os recursos de forma correta e transparente daqueles que se envolvem em irregularidades.

Embora o PT tenha outras alternativas além de Dino, o ministro não se sente completamente à vontade para retornar à política. A trajetória política de Dino é distinta da de outros, como Sérgio Moro, que deixou a magistratura para se candidatar à presidência e atualmente é senador. Dino já havia sido político antes de sua nomeação ao STF, escolhida por Lula. Se ele decidir se candidatar ao Planalto, não será um “marinheiro de primeira viagem”, ao contrário de Moro. Com um discurso já estruturado e a 22 meses da eleição, Dino pode se posicionar como uma opção viável.

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