- 4 de agosto de 2026
- Por: Redação

Depois de o senador Weverton Rocha (PDT-MA) ter sido o primeiro nome maranhense atingido nesta nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (4/8), veio à tona que a mesma ação também alcançou outros dois políticos do estado: o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, e o pré-candidato a deputado federal Erlânio Xavier, aliado de primeira hora de Weverton dentro do PDT. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF, e cumpridos em endereços no Distrito Federal e no Maranhão, dentro da investigação que apura fraudes em descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.
Fred Campos teve endereços alcançados pelos agentes federais nesta manhã. Não é a primeira vez que o prefeito entra na mira da corporação: em agosto de 2024, ainda como candidato à prefeitura, ele já havia sido alvo da Operação 18 Minutos, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais dentro do Judiciário maranhense. Naquela ocasião, mandados de busca também atingiram familiares dele e uma empresa ligada ao grupo econômico da família.
Erlânio Xavier, por sua vez, teve a própria residência alvo de busca e apreensão. Pré-candidato a deputado federal, ele conta com toda a estrutura política de Weverton Rocha para sua candidatura e é apontado como um dos principais nomes do senador dentro do partido. Até o momento não há confirmação oficial sobre o que motivou especificamente a diligência contra ele, mas nos bastidores da política maranhense já se especula que a ação possa estar relacionada às apurações sobre a movimentação financeira do grupo político e empresarial ligado a Weverton.
Segundo a Polícia Federal, as buscas desta fase têm como foco identificar movimentações financeiras e patrimoniais suspeitas, supostamente realizadas por meio de laranjas, contas de terceiros, empresas de fachada e operações em espécie, usadas para esconder a origem e o destino de recursos ligados ao esquema. Os agentes buscam apreender documentos e equipamentos eletrônicos que ajudem a esclarecer o grau de participação de cada um dos investigados, entre eles o advogado Willer Tomaz, que nega qualquer envolvimento e afirma ter sido incluído na operação apenas por ser dono do avião usado pelo senador em uma viagem particular já conhecida publicamente.
A movimentação desta terça-feira não é isolada. Em dezembro de 2025, Weverton Rocha já havia sido alvo de mandado em outra fase da mesma operação, quando a PF o apontou como possível beneficiário de recursos desviados e como figura próxima dos negócios de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como peça central do esquema. Em julho deste ano, a corporação também havia mirado Antunes, apreendendo veículos de luxo para limitar seu acesso a recursos financeiros.
O caso é um desdobramento das investigações sobre os descontos irregulares aplicados a beneficiários do INSS, escândalo que ganhou escala durante o governo Bolsonaro e passou a ser apurado pela Polícia Federal após autorização do presidente Lula. Atualmente, 18 pessoas ligadas ao esquema já estão presas. Nesta nova etapa, a PF concentra esforços em rastrear como parte desses recursos desviados dos aposentados teria sido movimentada e lavada por meio de estruturas empresariais e políticas, o que explica por que o cerco da operação passou a alcançar não apenas quem participava diretamente das fraudes, mas também nomes com influência política e financeira no Maranhão.
- 4 de agosto de 2026
- Por: Redação

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4/8) mais uma etapa da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos aplicados indevidamente a aposentados e pensionistas do INSS. A ação atinge parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que não é alvo direto desta fase.
Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF. O advogado Willer Tomaz também consta entre os alvos.
O que se investiga
A PF apura movimentações financeiras suspeitas que teriam usado laranjas, contas de terceiros e empresas de fachada para esconder a origem de valores possivelmente ligados ao esquema. Os crimes sob apuração incluem organização criminosa, estelionato contra o INSS e ocultação de patrimônio.
Versão do advogado
Willer Tomaz negou qualquer relação com o esquema e disse não ser investigado na operação. Segundo ele, foi incluído na ação apenas por ser dono do avião usado pelo senador numa viagem particular já conhecida publicamente, cedido por cortesia pessoal. Ele afirmou estar disponível para colaborar com as autoridades.
Weverton já havia sido alvo
Em dezembro de 2025, o senador foi citado em outra fase da mesma operação, quando a PF o apontou como possível beneficiário de recursos desviados e como figura próxima dos negócios de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como peça central do esquema.
Contexto
Os descontos irregulares do INSS ganharam escala durante o governo Bolsonaro e passaram a ser investigados após autorização do presidente Lula. Até agora, 18 pessoas envolvidas no caso estão presas. Em julho, a PF já havia mirado Antunes, apreendendo três veículos de luxo para limitar seu acesso a recursos financeiros.
- 3 de agosto de 2026
- Por: Redação

As convenções partidárias movimentaram as últimas semanas e já deixam claro o tom que os principais presidenciáveis pretendem dar à campanha. Entre discursos emocionados, ataques a adversários e as primeiras propostas, cinco nomes se destacaram nas pesquisas. O prazo para definir candidaturas vai até 5 de agosto, com registro no TSE até dia 15.
Confira um resumo do que cada um disse.
Flávio Bolsonaro (PL)
Oficializado em 25 de julho, no Pacaembu (SP), o senador apostou na emoção e no legado do pai, Jair Bolsonaro. Chamou a candidatura de missão para “devolver o Brasil aos brasileiros” e prometeu que os dois subiriam juntos a rampa do Planalto em 2027. Entre as propostas: redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e castração química para pedófilos. Alertou ainda para o risco de o país “virar uma ditadura” sob Lula.
Lula (PT)
Buscando a reeleição, o presidente comparou suas sete candidaturas a “Copas do Mundo” e disse dispensar promessas vazias, apontando o PAC e investimentos recordes como prova de resultados. Declarou que agressores de mulheres não deveriam votar nele e defendeu leis como o pacto contra o feminicídio. Para um quarto mandato, prometeu priorizar educação e cuidado com idosos, além de investir em defesa, drones de fronteira e terras raras.
Renan Santos (Missão)
Com convenção antecipada por videoconferência e ato de lançamento em São Paulo em 1º de agosto, Renan recontou sua trajetória desde o MBL até a criação do Missão. Rejeitou os rótulos de “terceira via” e “antipetista”, criticou Sérgio Moro e Flávio Bolsonaro e propôs metas ambiciosas: menos de 10 mil homicídios por ano, juros abaixo de 6% e alfabetização de 9 em cada 10 crianças, com o objetivo de colocar o Brasil entre as cinco maiores economias do mundo em 30 anos.
Romeu Zema (Novo)
Zema se apresentou como o candidato do “Brasil real”, destacando a experiência no setor privado e a gestão em Minas Gerais, sem escândalos de corrupção. Propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas, construir um “superpresídio” na Amazônia e usar o modelo de El Salvador contra o crime. Na economia, apostou na atração de investimentos privados como estratégia central.
Ronaldo Caiado (PSD)
Com Gilberto Kassab como vice, Caiado oficializou a candidatura em 26 de julho apoiado nos 40 anos de vida pública e no desempenho de Goiás em educação e segurança. Posicionou-se como alternativa à polarização entre Lula e o bolsonarismo, chamando ambos de “maiores rejeitados da política”, e desafiou Lula para debates.
- 3 de agosto de 2026
- Por: Redação

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (3) que não será candidato ao governo de Minas Gerais. A confirmação veio em vídeo publicado nas redes sociais, no qual o parlamentar, aos prantos, pediu perdão aos apoiadores e admitiu que o momento pessoal não permite seguir com o projeto eleitoral. “Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família”, disse. A decisão foi confirmada também pelo presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, que classificou a desistência como “espontânea” diante do momento difícil vivido pelo senador.
O contexto por trás da saída é marcado por luto. Cleitinho perdeu o irmão, Matheus Augusto Azevedo, no dia 18 de julho, poucos dias antes do prazo decisivo para definir sua candidatura. Segundo Pereira, o partido chegou a promover uma reunião de cinco horas em São José dos Campos para tentar reverter a situação e reafirmar o apoio da legenda, mas a decisão final coube ao próprio senador. Apesar do desfecho, o clima entre Cleitinho e a cúpula do Republicanos já vinha desgastado: no dia 25 de julho, ele não compareceu à convenção estadual do partido em Belo Horizonte, ausência que a legenda classificou, em nota, como geradora de “consequências inevitáveis”.
Até a desistência, no entanto, Cleitinho era, de longe, o nome mais forte da corrida mineira. A pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho, a mais recente antes do anúncio, mostrava o senador na liderança isolada em todos os cenários testados, tanto no primeiro quanto no segundo turno. No cenário com mais candidatos, ele aparecia com 35% das intenções de voto, à frente de Alexandre Kalil (PDT), com 12%, Patrus Ananias (PT), com 10%, e Mateus Simões (PSD), com 6%. Os indecisos somavam 15%, e o índice de brancos, nulos ou de quem não pretendia votar chegava a 13%, números que evidenciam o tamanho da vantagem que Cleitinho vinha construindo mesmo sem ter oficializado a candidatura.
A liderança nas pesquisas, porém, conviveu por semanas com a indefinição do próprio senador sobre concorrer. Nos dias anteriores ao anúncio final, Cleitinho chegou a sinalizar publicamente, inclusive em uma publicação com imagens geradas por inteligência artificial ao lado do pai e do irmão já falecidos, que seguiria “na missão” de disputar o governo. O vaivém entre sinalizações de candidatura e o não comparecimento a atos oficiais do partido acabou consumindo o tempo que a legenda via como necessário para consolidar alianças em torno de seu nome.
Com a saída de Cleitinho definitivamente selada, o Republicanos mineiro já articula um novo nome para a disputa. O ex-secretário de governo de Minas Gerais Marcelo Aro (PP) desponta como favorito para herdar o apoio do partido, do PL e da federação União Progressistas, tendência que deve se consolidar rapidamente já que o prazo final para o registro oficial das candidaturas se encerra em 5 de agosto. O desfecho reconfigura de forma abrupta o tabuleiro eleitoral mineiro, que até a véspera tinha no senador seu protagonista mais evidente.
- 1 de agosto de 2026
- Por: Redação

O Partido dos Trabalhadores oficializou neste sábado (1º) o nome que vai defender as cores da legenda na disputa pelo governo do Maranhão em outubro. Em convenção realizada no Centro Educa Mais Almirante Tamandaré, no bairro Cohab, em São Luís, o vice-governador Felipe Camarão foi confirmado como candidato ao Palácio dos Leões, encerrando qualquer especulação sobre os planos do partido para o estado.
Uma trajetória que passa pela educação
Aos 41 anos, Felipe Camarão chega à disputa com um currículo que mistura vida acadêmica e gestão pública. Carioca de nascimento, advogado, professor universitário e procurador federal, ele é casado e pai de três filhos. Antes de se tornar vice-governador na chapa eleita em 2022 ao lado de Carlos Brandão (MDB), Camarão comandou a Secretaria de Estado da Educação, experiência que hoje aparece como um dos pilares centrais do discurso de campanha.
A chapa e os aliados
Ao lado de Camarão na disputa majoritária estará Ricardo Rodrigues, também do PT, como candidato a vice-governador. Para o Senado, a legenda apresenta dois nomes: a senadora Eliziane Gama, pelo PT, e Enilton Rodrigues, pelo PSOL.
A candidatura nasce dentro de uma aliança ampla. O PT integra a Federação Brasil da Esperança, composta também por PC do B e PV, e disputa o pleito maranhense em conjunto com o PSB e a Federação PSOL/Rede. Essa engenharia política, porém, ainda enfrenta um capítulo pendente: no mesmo sábado, o PV divulgou nota apoiando a candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao governo do estado, um posicionamento que precisará ser referendado (ou revisto) na convenção da federação marcada para segunda-feira (3).
O discurso de largada
Ao discursar após a confirmação, Camarão tratou o dia como um marco simbólico para a campanha, associando sua candidatura diretamente à figura do presidente Lula no cenário estadual. Em um dos trechos mais repetidos por quem acompanhou o evento, o candidato resumiu a estratégia eleitoral em poucas palavras: “é Lula lá e Camarão cá”.
No campo das propostas, o candidato sinalizou que pretende retomar o programa Escola Digna e ampliar o atendimento a populações historicamente negligenciadas pelo poder público, comunidades quilombolas, aldeias indígenas e periferias urbanas, com ênfase em saúde, segurança e educação.
O que vem pela frente
A convenção de São Luís é apenas o primeiro passo de um calendário eleitoral apertado. Os partidos têm até 5 de agosto para realizar suas convenções, e os nomes escolhidos precisam ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, data a partir da qual a campanha eleitoral começa oficialmente. As eleições acontecem em 4 de outubro, quando o país vai às urnas para escolher presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
Para o Maranhão, a corrida ao governo já começa desenhada: de um lado, um PT que aposta na força do nome de Lula e no histórico de Camarão à frente da Educação; do outro, um tabuleiro de alianças ainda em movimento, com o MDB buscando consolidar apoios como o do PV. Os próximos dias, sobretudo a convenção da federação na segunda-feira, devem definir os contornos finais dessa disputa.
- 1 de agosto de 2026
- Por: Redação

A corrida pelo Governo do Maranhão ganhou um novo capítulo com a divulgação de mais um levantamento sobre a intenção de voto dos eleitores maranhenses. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Veritá, o pré-candidato Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, aparece com ampla vantagem sobre os demais concorrentes, reforçando uma tendência que já vinha sendo observada em levantamentos anteriores do mesmo instituto ao longo de 2026.
Os números recentes divulgados pelo Veritá colocam Braide na casa dos 56% das intenções de voto, à frente de nomes como Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT) e outros postulantes ao cargo. A distância registrada entre o primeiro e o segundo colocado tem se mantido expressiva nas últimas rodadas de pesquisa, um cenário que a campanha de Braide tem destacado como sinal de fôlego para uma eventual vitória já no primeiro turno.
Vale registrar que o levantamento em questão é de autoria do Instituto Veritá, com metodologia e amostragem próprias, e não representa necessariamente um consenso entre todos os institutos que pesquisam o cenário eleitoral maranhense , outros levantamentos, de institutos diferentes, têm mostrado disputas mais equilibradas entre os principais nomes da corrida. Como em qualquer pesquisa eleitoral, os números refletem um retrato pontual da opinião pública, sujeito a variações à medida que a campanha avança e novos fatos entram no radar do eleitor.
De todo modo, a repetição de resultados favoráveis a Braide em diferentes rodadas do Veritá ao longo do ano é um dado que merece acompanhamento, especialmente pelo contraste que gera com pesquisas de outros institutos. Resta saber se essa vantagem se sustenta — e se será confirmada — nas urnas de outubro.
Este espaço seguirá acompanhando de perto a divulgação de novas pesquisas e o desenrolar da corrida eleitoral no Maranhão, sempre com o compromisso de trazer a pluralidade de números e fontes que o momento exige.
