Sarney recebe alta e deve continuar tratamento em casa

O ex-presidente da República José Sarney recebeu alta hospitalar na manhã desta quarta-feira (16), em São Luís. Ele estava internado no UDI Hospital para o tratamento de um quadro de pneumonia. A informação foi confirmada por meio de nota emitida pela equipe médica responsável pelo seu atendimento.

De acordo com o boletim médico divulgado pela unidade de saúde, o ex-presidente apresentou evolução positiva e continuará o tratamento fora do ambiente hospitalar. A equipe informou que Sarney seguirá sob acompanhamento ambulatorial e continuará recebendo os devidos cuidados em sua residência.

O ex-presidente havia sido admitido no centro hospitalar na tarde de domingo (13), após ser diagnosticado com uma infecção respiratória. Durante todo o período em que esteve hospitalizado, o quadro clínico permaneceu estável. Segundo os relatos médicos, ele manteve a pressão arterial controlada e não necessitou de suporte de oxigênio para respirar.

O boletim médico informando sobre a liberação de José Sarney foi assinado pela diretora médica do UDI Hospital, Dra. Julia Bacelar Barros, e pelo médico assistente e infectologista Dr. Daniel Wagner Santos. Detalhes adicionais sobre os exames realizados ou o tempo previsto para o acompanhamento ambulatorial não foram divulgados. O estado de saúde do ex-presidente é monitorado pela equipe médica designada.

 

 

A Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) ainda não se pronunciou sobre as declarações do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que o país atravessa o “momento mais corrupto da história do Poder Judiciário”. O silêncio chama atenção porque a entidade representa magistrados do estado natal e principal reduto político de Dino, enquanto associações de outras unidades da Federação já divulgaram notas de repúdio.

A declaração foi feita durante a tensa sessão do STF desta terça-feira (15), que discutiu os desdobramentos do caso Banco Master. Na ocasião, Dino criticava a possibilidade de presidentes de tribunais retirarem processos de relatores e alertava para os riscos que, na avaliação dele, esse tipo de prática poderia provocar.

A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) afirmou que declarações que atribuem ao Judiciário um cenário generalizado de corrupção atingem integrantes da magistratura sem qualquer relação com os episódios discutidos no Supremo.

“Situações individuais não podem ser projetadas sobre toda a Magistratura na tentativa de desviar o foco de discussões e crises restritas à cúpula de Brasília”, declarou a entidade, em nota assinada pela presidente da AMC, Janiara Maldaner Corbetta.

A associação catarinense também defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas pelos órgãos competentes, de maneira individualizada e com respeito ao devido processo legal. Segundo a entidade, generalizações fragilizam a confiança nas instituições.

No Rio Grande do Sul, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) também repudiou as declarações. A entidade argumentou que suspeitas precisam estar vinculadas a fatos e pessoas determinadas e “não autorizam extensão indiscriminada a toda a carreira”.

A Ajuris ainda recuperou uma declaração da ministra Cármen Lúcia segundo a qual “o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo”. Para a entidade, o momento exige ponderação e responsabilidade institucional dos integrantes do Supremo.

A Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), por sua vez, afirmou que “acusações genéricas atingem injustamente milhares de juízes que atuam com integridade e independência”.

“A ABMT defende que suspeitas sobre integrantes do STF devem ser apuradas com rigor e devido processo legal, sem projetar desgastes sobre toda a categoria — que já é permanentemente fiscalizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelas Corregedorias”, acrescentou.

A entidade concluiu afirmando que a magistratura “não pode ser transformada em escudo retórico para uma crise situada no âmbito da própria Corte”.

Vereadores decidiram mudar horário da eleição da mesa diretora.

 

A Câmara Municipal de São Luís decidiu mudar o horário da eleição para mesa diretora que está prevista para acontecer no próximo dia 1º de outubro. Em comunicado, a mesa diretora da Casa anunciou que a votação aconteceria “nhas primeiras horas do primeiro dia de outrubro”, ou seja, pouco depois da meia noite. Houve mudança e o pleito interno acontecerá às 9h do dia 1º do próximo mês.

Ao que tudo indica, a mudança ocorre pelo risco da judicialização do processo por algum parlamentar e também atender o que determinou o Supremo Tribunal Federal (STF) quando decidiu que a antecipação da eleição da nova diretora das Casas Legislativas deveriam ocorrer, no máximo, em quatro meses da data normal do pleito.

Concorrem, até o momento, para presidente da Casa os vereadores Beto Castro (Avante) e Marquinhos Silva (União Brasil).

De qualquer forma, as articulações e as conversas entre os vereadores foram decisivas para manter o horário regimental de 9h no dia 1 de Outubro.

As inscrições das chapas e das candidaturas avulsas podem ocorrer até às 23h do dia 30 de setembro. Após o prazo, as candidaturas não mais valerão.

Vale lembrar que os cargos da mesa diretora em disputa são os de presidente, primeiro, segundo e terceiro vice-presidentes; além de primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto secretários. A eleição deverá seguir as regras previstas no Regimento Interno da Câmara Municipal de São Luís, que estabelece os procedimentos para a composição da Mesa Diretora.

Imirante

 

A declaração do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de que chegou atrasado à sessão porque estava “decretando prisão de gente” colocou Brasília em atenção e acendeu o alerta entre advogados. A declaração foi feita durante julgamento relacionado ao ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Master.

A preocupação vem dos casos sob a relatoria de Dino: ele é relator das investigações sobre o filme “Dark Horse” e do caso de desvios de emendas que tem como alvo o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). Dino também é relator de um dos inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por tráfico de influência.

A fala surgiu em um momento de descontração com o presidente da Corte, Edson Fachin, quando ambos comentavam o volume de trabalho dos últimos dias.

Dino aproveitou o contexto para perguntar se Fachin havia visto um vídeo do humorista Fábio Porchat. “Vossa Excelência viu o vídeo do Fábio Porchat? É um vídeo muito bom porque nós estamos parecidos. Eu cheguei atrasado porque eu estava decretando prisão de gente, porque é tanta petição, presidente”, disse Dino.

O ministro explicou o sentido da referência: “É um vídeo sobre jornalistas que se aplica aos juízes do tribunal”. Fachin respondeu que também não havia tido tempo para assistir. “Eu não tive tempo, eu estou vendo os ofícios que chegaram e eles são hemorrágicos”, afirmou o presidente do STF.

O vídeo mencionado por Dino foi publicado no último sábado (12.set). Nele, Porchat aparece de pijama, deitado na cama, e finge falar em nome dos jornalistas para pedir uma trégua nas novidades divulgadas fora do horário comercial, em meio aos novos desdobramentos do caso Master.

“Pelo amor de Deus, faça alguma coisa para impedir o STF dessas barbaridades. Eu sei que vocês não estão acostumados a trabalhar no horário comercial, mas ninguém aguenta mais quebra de sigilo às 23h”, diz Porchat no vídeo.

Uma série de mensagens trocadas por aplicativo de mensagens revelou um momento de forte tensão nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Kassio Nunes Marques bloqueou o decano Gilmar Mendes no WhatsApp após ser cobrado expressamente a se declarar suspeito em julgamentos da Corte e ouvir declarações de que deveria “assumir que está ferrado”.

O atrito entre os magistrados teve como pano de fundo as investigações do caso Master, que envolvem citados como Kevin Marques, filho de Kassio, e Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux. Nas conversas ocorridas na semana passada, Gilmar Mendes defendeu que ambos os colegas se declarassem impedidos de atuar nos processos antes da sessão realizada na última terça-feira (15).

Durante a troca de mensagens, Kassio Nunes Marques rebateu as cobranças do decano exigindo respeito, ao passo que Gilmar insistiu para que o magistrado abrisse suas contas e deixasse também a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após declarações de Gilmar sugerindo o envolvimento de familiares em irregularidades, Kassio encerrou a conversa e bloqueou o colega. Na sessão de terça-feira, o presidente do TSE declarou-se impedido de julgar os elos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes.

Além do embate com Nunes Marques, Gilmar Mendes também protagonizou uma discussão ríspida com o ministro Luiz Fux. O contexto do desentendimento foi o julgamento na Segunda Turma em que se formou maioria para manter a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues — medida que foi posteriormente revertida pelo ministro Flávio Dino.

Gilmar acusou Fux de falta de postura institucional por supostamente combinar a antecipação de votos com Kassio logo após o pedido de vista na sessão virtual. Em resposta, Fux afirmou que ninguém lhe diz como agir e pediu para não ser incomodado.

As tensões no STF ocorrem em meio a relatórios de inteligência da Polícia Federal que apontam atuações controversas no âmbito das investigações. Segundo os documentos, o ministro André Mendonça teria ignorado indícios envolvendo o ministro Dias Toffoli e o filho de Nunes Marques, enquanto cobrava agilidade em apurações referentes a outros integrantes da Corte e demonstrava ritmos distintos na análise de pedidos envolvendo aliados do governo e membros da oposição.

Outros desdobramentos oficiais sobre eventuais representações disciplinares ou declarações formais dos gabinetes dos ministros envolvidos não foram divulgados.

A candidata a deputada federal Flávia Berthier (PL) está à frente da articulação para receber o senador Flávio Bolsonaro em São Luís no próximo dia 22 de setembro. A programação divulgada pela campanha inclui uma motocarreata pela capital maranhense e um grande ato político para marcar a aliança entre as duas candidaturas, com estimativa de público total de até 18 mil pessoas no local de chegada.

A mobilização tem início previsto para as 10h22, com concentração e saída da motocarreata no QG do Capitão, localizado no retorno do aeroporto. O percurso seguirá em direção ao Multicenter Sebrae, ponto central da recepção ao parlamentar e das manifestações de apoio ao projeto político compartilhado pelos correligionários do Partido Liberal (PL).

No Multicenter Sebrae, a organização do evento planejou uma estrutura para comportar até 18 mil pessoas, divididas entre a área interna (com capacidade para 8 mil pessoas) e a área externa (prevista para receber 10 mil pessoas). Para atender ao público presente do lado de fora do espaço principal, a campanha instalará um telão para a transmissão e o acompanhamento de toda a programação e dos discursos das lideranças. O número de participantes informado corresponde exclusivamente à previsão de público projetada pela própria equipe de organização.

A estratégia da divulgação oficial utiliza o slogan “Quem é Flávio, é Flávia” para apresentar publicamente essa aliança partidária aos eleitores maranhenses. Durante os atos programados para a capital, a candidata associa sua caminhada política à defesa das pautas e bandeiras do ex-presidente Jair Bolsonaro, buscando converter essa identificação e proximidade em participação popular durante a agenda de Flávio Bolsonaro em São Luís.

Para a equipe da candidata a deputada federal, a realização e a estrutura da visita de Flávio Bolsonaro representam um momento de destaque na campanha eleitoral. A articulação busca demonstrar a atuação local da postulante, reforçar sua ligação direta com a família Bolsonaro e demonstrar capacidade de organização para promover encontros políticos de expressivo porte no Estado.

Até o momento, não foram divulgados os nomes de outras lideranças políticas confirmadas no evento, detalhes específicos sobre o itinerário completo do percurso nas vias da cidade ou eventuais alterações no trânsito local.