- 21 de agosto de 2026
- Por: Redação

A corrida presidencial ganha nesta sexta-feira (21) seu primeiro retrato numérico desde a largada oficial das campanhas eleitorais. O instituto Datafolha divulga, no fim da tarde, a pesquisa de intenção de voto encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, com resultado previsto para depois das 18h40.
O levantamento contempla os treze nomes que constam atualmente no registro do Tribunal Superior Eleitoral, lista que inclui o caso de Pablo Marçal. Lançado às pressas pelo PRTB, o influenciador segue formalmente inelegível e ainda aguarda decisão da Justiça Eleitoral sobre seu pedido de candidatura — situação que não o impediu de sofrer, na véspera, uma série de restrições impostas pelo TSE, como o bloqueio ao fundo eleitoral, ao fundo partidário e à participação em debates e propagandas na televisão.
Além do panorama de primeiro turno, a pesquisa vai simular quatro possíveis embates de segundo turno envolvendo o presidente Lula: contra Flávio Bolsonaro, contra Ronaldo Caiado, contra Romeu Zema e contra Renan Santos. O instituto também vai apurar os índices de rejeição de cada postulante, assim como o grau de aprovação e reprovação da atual gestão federal.
A amostra reúne 2.058 entrevistas aplicadas em todo o território nacional, entre os dias 18 e 20 de agosto, com participantes a partir de 16 anos. A margem de erro fica em dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, sob o registro BR-04496/2026 no TSE.
Esta é apenas uma entre as 130 pesquisas que Globo, GloboNews, g1, O Globo e emissoras afiliadas devem publicar até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, cobrindo não só a disputa presidencial, mas também as corridas ao Senado e aos governos estaduais e do Distrito Federal em todo o país. Os institutos responsáveis pela série de levantamentos são o Datafolha e a Quaest.
- 21 de agosto de 2026
- Por: Redação

As eleições maranhenses desenham não só uma disputa pela sucessão ao governo, como também o rearranjo de coalizões depois de a maior liderança eleitoral do estado na última década sair de cena. Flávio Dino foi eleito em 2014 e reeleito em 2018 com o mesmo vice, Carlos Brandão (MDB), o que ilustrava a amplitude da aliança necessária para vencer a oligarquia Sarney. Elegeu-se senador em 2022 e garantiu a vitória de Brandão ao governo sob a promessa de que seu ex-secretário de Educação, Felipe Camarão (PT), alçado a vice, assumiria em 2026, enquanto o governador seria candidato ao Senado.
Em 2024, Dino virou ministro do Supremo Tribunal Federal e se ausentou das disputas. O que se viu em seguida foi o esgarçamento das relações entre Brandão e dinistas, abrindo espaço para Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, que aparece como líder nas pesquisas.
Diferentemente de outros estados do Nordeste, onde a concorrência estadual replica a oposição nacional entre petismo e bolsonarismo, o Maranhão tem um histórico de competição entre governismo e oposição ou Sarney versus anti-Sarney. A exceção foi 2022, quando as coalizões estaduais ensaiaram uma nacionalização, com Brandão (então no PSB) apoiado por Lula e Lahesio Bonfim (então no PSC) como representante de Bolsonaro.
A política maranhense chega a 2026 marcada pelo esgotamento da aliança que agregou legendas e lideranças heterogêneas em torno da oposição a Sarney e seus herdeiros e que teve sua força justamente na articulação entre identidades políticas distintas, interesses partidários convergentes e capilaridade territorial. Na ausência de Dino, abriu-se uma fratura por seu legado e condução do bloco. O rompimento entre Brandão e Camarão explicitou esse processo: enquanto o governador operou sua própria sucessão numa lógica familiar, o vice buscou preservar a vinculação com o dinismo e o lulismo.
O conflito não deve ser lido como querela pessoal. Ele expressa uma contenda pelo controle da máquina, pela reconfiguração das alianças partidárias e pela legitimidade para a construção de um novo ciclo político. Esta eleição mostrará o que acontece quando uma coalizão vitoriosa perde a liderança que lhe dava coesão sem estabelecer uma linha sucessória que apazigue conflitos internos.
Esta eleição mostrará o que acontece quando uma coalizão vitoriosa perde a liderança que lhe dava coesão sem estabelecer uma linha sucessória que apazigue conflitos internos.
Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador, tem o desafio de convencer o eleitorado de que há um projeto para além das alianças com prefeituras. A aposta do governo no municipalismo não tem passado de uma capilarização de recursos de maneira fragmentada e a conta-gotas. Ao mesmo tempo, a condição familiar do candidato introduz uma ambiguidade decisiva: se a proximidade pode ser apresentada como garantia de continuidade, ela também pode reforçar a percepção de que a sucessão está excessivamente concentrada em vínculos privados e dinásticos – algo que o Maranhão já experimentou por várias décadas ao longo do século 20.
Felipe Camarão (PT) nos lembra que o tempo é crucial no estabelecimento de coalizões eleitorais. Sua candidatura representa o esforço tardio de preservar uma agenda política de esquerda como alternativa tanto ao grupo governista quanto à oposição de Braide. Essa não é uma tarefa simples e, sob pressões internas e externas, Camarão enfrenta uma tensão entre identidade política e viabilidade eleitoral. A associação com Lula e Dino pode oferecer densidade simbólica e reconhecimento, mas não substitui a construção de uma rede territorial nem a capacidade de dialogar com segmentos eleitorais que não se orientam diretamente por essas referências, principalmente por conta do tempo hábil para se conectar com o eleitorado. A questão é saber se o dinismo ainda tem fôlego para disputas majoritárias ou se virou corrente acessória do Legislativo subnacional.
Eduardo Braide (PSD) chega à disputa estadual combinando a imagem de gestor pragmático e moderado com acenos ao bolsonarismo maranhense. Sua reeleição em São Luís no primeiro turno lhe conferiu uma base eleitoral expressiva e confirmou sua estratégia de governar sem formar uma ampla coalizão partidária. Ao longo de sua trajetória no Executivo, comandou a capital sem uma relação majoritária com vereadores, já que dispunha apenas de 11 das 31 cadeiras da Câmara. Para 2026, tudo indica que o candidato repetirá a fórmula: sustentar um discurso de sobriedade, evitar uma associação direta tanto com Lula como com Bolsonaro e dobrar o apoio do eleitorado conservador.
Já no Senado, temos uma disputa acirrada e até o momento nenhum favoritismo declarado. Com duas vagas, a eleição renova a bancada maranhense em Brasília e reconfigura a formação de alianças, mas desequilibra o pleito majoritário. As candidaturas não podem ser tratadas como simples apêndices das chapas ao governo, pois as composições oficializadas sinalizam um tom pragmático: a chapa de Orleans reúne Weverton Rocha (PDT) e Roseana Sarney (MDB); a de Braide articula André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (agora no Novo); Camarão anunciou Eliziane Gama (PSD) e Enilton Rodrigues (PSOL).
Portanto, o que está em jogo nas mãos do eleitorado maranhense é definir que projeto político terá hegemonia no próximo ciclo. Como a ciência política bem sabe, não há espaço vazio, e a saída de Dino das disputas eleitorais fraturou em definitivo a coalizão que lhe consagrou.
De um lado, o sobrinho do governador numa tentativa de consolidar uma nova dinastia familiar. De outro, o candidato tardio do PT, enfrentando o dilema de um estado que elegeu presidentes petistas, mas nunca elegeu um governador da legenda. E, numa curiosa terceira via, impossível no cenário nacional, o ex-prefeito da capital faz alianças heterodoxas, incluindo de um ex-ministro de Lula a um candidato bolsonarista da última eleição.
As urnas em outubro vão revelar a preferência pelo estabelecimento de uma nova coalizão vencedora, capitaneada pelo centrão, por um arranjo familiar com traços oligárquicos ou pelo renascimento da via progressista que aclamou Dino 12 anos atrás.
Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/debate/2026/08/14/pesquisa-governo-ma-eduardo-braide-orleans-brandao
© 2026 | Todos os direitos deste material são reservados ao NEXO JORNAL LTDA.
- 21 de agosto de 2026
- Por: Redação

A disputa de Weverton Rocha (PDT) por um novo mandato no Senado ganha um obstáculo jurídico. O Ministério Público Eleitoral do Maranhão formaliza um pedido para barrar o registro de candidatura do parlamentar, sob a justificativa de que ele não regularizou débitos junto à Justiça Eleitoral.
O questionamento tem origem em duas sanções financeiras aplicadas ao senador em momentos distintos: a primeira, datada de setembro de 2022, e a segunda, de maio de 2023. Conforme o órgão responsável pela fiscalização eleitoral no estado, apenas uma dessas cobranças foi efetivamente quitada, restando pendente a segunda.
Para o Ministério Público, essa situação compromete um requisito essencial para que qualquer candidato possa concorrer a um cargo eletivo: estar em dia com suas obrigações perante a Justiça Eleitoral. Sem essa regularização, argumenta o órgão, falta ao senador um dos pré-requisitos legais para disputar as eleições.
Agora, cabe ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão analisar o pedido de impugnação em sessão plenária e decidir sobre a permanência ou não da candidatura de Weverton Rocha na disputa.
Até o fechamento desta matéria, a equipe do senador não havia se manifestado sobre o caso.
- 20 de agosto de 2026
- Por: Redação

A deputada estadual Helena Duailibe (Republicanos) enfrenta um obstáculo na disputa eleitoral de 2026. O Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) solicitando a rejeição do pedido de registro de candidatura da parlamentar, que tentava a reeleição. A informação foi divulgada pelo Blog do Neto Ferreira.
A solicitação do MPE se fundamenta em uma punição aplicada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) envolvendo a administração do Fundo Municipal de Saúde de São Luís no ano de 2014. Na época, Helena Duailibe comandava a pasta municipal de Saúde e era responsável por autorizar despesas do órgão.
O órgão de contas considerou as contas irregulares e determinou punição conjunta: devolução de R$ 137,5 mil ao erário público e pagamento de multa adicional de R$ 72 mil. A falha identificada diz respeito a um repasse de R$ 137,5 mil supostamente destinado a serviços de anestesiologia no Hospital Dr. Clementino Moura, unidade conhecida como Socorrão II, sem que existisse documentação fiscal capaz de comprovar a realização da despesa.
O Ministério Público destaca que essa condenação tornou-se definitiva em outubro de 2022, não havendo, até o presente momento, nenhuma medida judicial capaz de suspender seus efeitos. Com isso, a promotoria argumenta que a inelegibilidade de oito anos prevista pela legislação atinge diretamente o pleito de 2026, permanecendo válida até 19 de outubro de 2030.
Com base nesses argumentos, o MPE requereu formalmente que a Justiça Eleitoral maranhense negue o registro de candidatura de Helena Duailibe de forma definitiva, impedindo sua participação nas eleições deste ano.
Cabe agora aos desembargadores do TRE-MA analisar o processo e decidir sobre o futuro político da deputada, que aguarda o desfecho do julgamento para saber se poderá concorrer novamente ao cargo.
- 20 de agosto de 2026
- Por: Redação

Um grupo de manifestantes se concentrou na manhã desta quinta-feira (20) em frente ao Mercadão de São Miguel, na Zona Leste de São Paulo, para protestar contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ato coincidiu com o primeiro compromisso de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, que iniciou nesta data uma agenda de visitas pela região.
O governador não participou do evento e não estava presente no local. Quem acompanhou o senador na atividade foi o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). O veículo que transportava Flávio Bolsonaro passou pelo grupo de manifestantes com os vidros fechados antes de ingressar no mercadão, sem que houvesse contato direto entre o candidato e os presentes.
As críticas dos manifestantes se concentraram na atuação da Polícia Militar em operações realizadas dentro de comunidades. Participantes do protesto, entre eles moradores de Guarulhos e Osasco, relataram abordagens policiais que consideram desrespeitosas e discriminatórias contra quem vive em áreas periféricas. Um dos manifestantes que liderava os gritos de ordem, identificado como Mc Richard Pietro, de 20 anos e morador de Guarulhos, afirmou que os moradores de comunidades são tratados como suspeitos apenas por sua condição social.
O tema levantado pelos manifestantes tem respaldo em dados recentes sobre segurança pública no estado. Levantamento do g1 apontou que São Paulo teve, em 2024, um aumento de 61% nas Mortes Decorrentes de Intervenção Policial, o chamado MDIP, configurando o maior crescimento nesse indicador entre todos os estados brasileiros naquele ano. O contraste entre esse cenário e a política de segurança defendida pela gestão estadual tem alimentado protestos como o registrado nesta quinta-feira.
Após a passagem pelo Mercadão de São Miguel, a agenda de Flávio Bolsonaro na Zona Leste seguiu para o CDC Waldemar Moreno, na Vila Formosa, onde o senador participou de atividades ao lado de crianças de uma escolinha de futebol e conversou com moradores da região. O compromisso do dia deve se encerrar com um almoço reunindo lideranças locais, comerciantes e empresários no Shopping Mooca.
A movimentação desta quinta-feira marca o início da presença de Flávio Bolsonaro em território paulista dentro da corrida presidencial, em um momento no qual a segurança pública segue como um dos temas mais sensíveis do debate político no estado. A ausência de Tarcísio de Freitas na agenda, somada à repercussão do protesto, deve alimentar novos capítulos da disputa em torno das políticas de segurança adotadas pelo governo estadual.
- 19 de agosto de 2026
- Por: Redação

O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para apurar a atuação de filhos do prefeito de Açailândia, Benjamim de Oliveira, dentro da estrutura de saúde do município. A investigação busca esclarecer suspeitas de nepotismo, favorecimento pessoal e possível diferença salarial em benefício dos familiares do gestor municipal.
O procedimento teve origem em uma denúncia enviada à Ouvidoria do órgão, registrada sob o protocolo nº 53914022026. Segundo o relato que motivou a apuração, os filhos do prefeito estariam atuando como médicos no Hospital Municipal e em Unidades Básicas de Saúde da cidade, recebendo remuneração superior à praticada para os demais profissionais da área, sem que houvesse, até então, explicação técnica que justificasse essa diferença.
De acordo com o Ministério Público, foram feitas notificações ao prefeito solicitando esclarecimentos sobre a situação, mas as respostas apresentadas não teriam sido suficientes para dissipar as suspeitas levantadas. Com o encerramento do prazo da fase preliminar de apuração, conhecida como Notícia de Fato, a Promotoria optou por converter o procedimento em Inquérito Civil, etapa que permite uma investigação mais aprofundada, com poder de reunir documentos e provas sobre o caso.
Como parte das primeiras providências, a Secretaria Municipal de Saúde de Açailândia foi oficialmente notificada e terá o prazo de dez dias para prestar informações sobre a atuação dos filhos do prefeito. Entre os pontos a serem esclarecidos estão a confirmação de vínculo funcional durante a atual gestão, as unidades onde teriam atuado, os valores recebidos a título de remuneração e o período de exercício das atividades.
A apuração deverá determinar não apenas se houve efetiva prestação de serviços médicos por parte dos familiares do prefeito, mas também sob quais condições eles teriam sido contratados e se receberam tratamento diferenciado em relação a outros profissionais da rede municipal de saúde. Até o momento, o Ministério Público reforça que não há conclusão sobre a existência de irregularidades, cabendo aos investigados o direito de apresentar suas justificativas ao longo do processo.
O inquérito é conduzido pelo promotor de Justiça Denys Lima Rego, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia. A portaria que formaliza a abertura do procedimento foi assinada em 14 de agosto de 2026 e publicada na edição nº 157/2026 do Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão.
