Dino libera sátira a fake news de Nossa Senhora e revoga decisão de Mendonça

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o restabelecimento de publicações que haviam sido removidas das redes sociais por uma decisão anterior do ministro André Mendonça. O conteúdo em questão trata de uma sátira relacionada a uma notícia falsa envolvendo Nossa Senhora Aparecida.

A decisão de Dino também abrange outros conteúdos que haviam sido retirados pelo mesmo motivo, garantindo que sejam novamente colocados no ar pelas plataformas digitais.

Na fundamentação da sua decisão, o ministro Flávio Dino destacou que não havia certeza jurídica suficiente sobre uma suposta ilegalidade no conteúdo que justificasse uma medida restritiva ampla contra a liberdade de expressão.

Segundo a avaliação do magistrado, a remoção prévia das publicações configurava uma limitação desproporcional ao direito de manifestação. Com isso, o ministro entendeu que o direito de publicação deveria ser preservado no caso em análise.

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O prefeito de Santa Inês Felipe dos Pneus,  anunciou publicamente seu apoio à candidatura de Eduardo Braide (PSD) ao Governo do Maranhão na reta final da campanha eleitoral.
Até o anúncio oficial, Felipe dos Pneus mantinha proximidade e agendas com o grupo governista de Orleans Brandão (MDB), tendo inclusive recepcionado o candidato aliado em maio. No entanto, a primeira-dama de Santa Inês, Paula Prata, já havia se filiado ao PSD de Eduardo Braide em março para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, sinalizando os laços políticos que culminaram no apoio oficial do prefeito.

Durante um encontro político na cidade, o prefeito declarou: “O nosso governador vai ser o Braide”, elogiando a gestão anterior em São Luís. Hoje nas redes sociais, ele aparece ao lado de Braide, e a primeira dama declarando seu apoio ao ex-gestor da capital maranhense.

Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) — Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada da Federação PSDB/Cidadania da coligação Pernambuco de Coração, que apoia a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).

Cabe recurso da decisão, que é monocrática e foi assinada no sábado (26). Toffoli derrubou o entendimento adotado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que havia decidido, por quatro votos a três, manter a federação na coligação, como havia sido aprovado em convenção partidária.

Toffoli determinou ainda que o TRE-PE adote, “com urgência”, providências necessárias para adequar o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, considerando a posição de neutralidade da Federação PSDB/Cidadania na disputa por cargos majoritários em Pernambuco.

A decisão do STF altera o resultado de uma disputa que vinha sendo travada dentro da Federação PSDB/Cidadania e na Justiça Eleitoral.

  • Em 31 de julho, uma convenção estadual aprovou a participação da federação na coligação de Raquel Lyra.
  • Participaram da convenção estadual 43 membros das legendas, que decidiram, por unanimidade, apoiar a reeleição de Raquel Lyra.
  • Uma convenção interventora foi formada e destituiu o diretório estadual.
  • Em 5 de agosto, último dia do prazo para realização de convenções, a comissão interventora mudou a orientação e determinou neutralidade na eleição para governador e vice.
  • O caso foi parar na Justiça a pedido da comissão interventora e da Frente Popular de Pernambuco, coligação do candidato ao governo João Campos (PSB).
  • Entretanto, o TRE-PE apontou que a comissão interventora “agiu com patente excesso de poder e usurpação de competência”.
  • Ainda segundo o tribunal, a coligação de João Campos não poderia interferir em questões internas de outra legenda.
  • Com isso, a federação se manteve na coligação de Raquel Lyra até o sábado (26).

O caso, então, chegou ao Supremo, onde o ministro Dias Toffoli cassou o acórdão do TRE-PE e acolheu o pedido apresentado pela federação para deixar a chapa.

Procurada, a coligação de Raquel Lyra disse ter sido informada há pouco sobre a decisão de Dias Toffoli. “A equipe jurídica da campanha está analisando a íntegra do material, e de antemão antecipa que irá recorrer da decisão”, disse.

Na decisão monocrática, Toffoli acolheu o argumento de que a decisão do TRE-PE contraria um entendimento do próprio STF, afirmando que as federações partidárias são estruturadas para que PSDB e Cidadania atuem de forma conjunta, seguindo estatuto e regras comuns.

Segundo a decisão, 10 dos 19 integrantes do Colegiado Nacional da Federação haviam manifestado, antes da convenção de 31 de julho, discordância com a condução do órgão estadual e apontado o descumprimento da obrigação de submeter previamente ao colegiado nacional a “conjuntura política no estado e situação das potenciais alianças”.

Para Toffoli, não ficou demonstrado de forma suficiente que o órgão estadual havia cumprido essa exigência prevista nas regras internas da federação.

O ministro também considerou que não havia como concluir que a anulação da deliberação da convenção estadual pela participação na chapa de Raquel Lyra configurasse abuso de poder ou violação do devido processo legal.

Como consequência da retirada da federação, o TRE-PE terá de fazer uma nova adequação do tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita. A ordem de Toffoli determina que isso seja feito com urgência.

Com a decisão do STF, a Federação PSDB/Cidadania deixa de integrar formalmente a coligação Pernambuco de Coração. Se mantêm os seguintes partidos:

  • PSD;
  • Federação União Progressista (União Brasil/PP);
  • Podemos;
  • Avante.

 

A desaprovação ao trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou 47% em setembro.deste ano, o maior índice registrado desde o início da série histórica do Datafolha, em 2019. O resultado representa uma alta de sete pontos percentuais em relação a maio, quando 40% dos entrevistados avaliavam a atuação da Corte como ruim ou péssima.

Segundo a pesquisa, 18% consideram o trabalho do Supremo ótimo ou bom, enquanto 31% o classificam como regular. Outros 4% não souberam responder.

O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026, também mostra diferenças na avaliação conforme a preferência dos eleitores na disputa presidencial.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 69% classificam o trabalho do STF como ruim ou péssimo e apenas 6% o consideram ótimo ou bom. No grupo que declara voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 24% desaprovam a Corte, enquanto 32% avaliam sua atuação positivamente.

O Datafolha também questionou os entrevistados sobre práticas envolvendo ministros do Supremo. Para 88%, é inaceitável que um magistrado participe do julgamento de processos nos quais um parente direto atue como advogado de uma das partes.

Outros 85% rejeitam a participação de ministros em palestras, congressos ou eventos patrocinados por empresas com ações pendentes de julgamento no tribunal.

A pesquisa aponta ainda que 82% dos entrevistados reprovam decisões do STF que possam beneficiar ou prejudicar candidatos durante o período eleitoral.

 

O ex-deputado Ricardo Murad anunciou voto no candidato Eduardo Braide (PSD) na disputa pelo Governo do Maranhão. A declaração foi feita em vídeo divulgado na reta final da campanha eleitoral.

Murad afirmou que havia decidido não apoiar publicamente nenhum candidato ao Palácio dos Leões por respeito aos eleitores que têm posições políticas diferentes. Segundo ele, porém, passou a ser questionado por apoiadores e amigos sobre sua escolha para governador.

“Então, eu acho que chegou a hora de responder. Não posso me furtar, pelo bem do Maranhão, de ter apenas um voto meu lá na urna sem ninguém saber em quem eu votei. O meu voto é no Eduardo Braide”, declarou.

O ex-deputado ressaltou que a manifestação não é resultado de acordo político ou de troca de apoio. Ele acrescentou que Braide sequer tinha conhecimento da decisão antes da divulgação do vídeo.

“Eu votei nele para prefeito na eleição passada. Nunca fiz acordo, não existe troca de apoio e, para falar a verdade, nem ele sabe que eu irei votar nele. Mas é uma escolha baseada naquilo que eu acredito ser o melhor para o Maranhão”, disse.

Ao justificar a decisão, Murad citou os problemas enfrentados pelo estado, especialmente na área da saúde, apontada por ele como uma das principais preocupações da população.

“Conheço os nossos desafios, sei da responsabilidade que é governar o Maranhão. Por isso, dentre todos os candidatos a quem respeito e alguns tenho uma amizade pessoal, a minha escolha é Braide”, completou.

Candidato a deputado federal, Ricardo Murad também reforçou no vídeo seu número de campanha, 2030, e declarou apoio à candidatura de Roseana Sarney (MDB) ao Senado.