- Desdobramentos do Master
- 23 de setembro de 2026
- Por: Redação
O desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), proferiu ao menos dois votos favoráveis aos interesses do Banco Master em um processo envolvendo a Usina Cansanção de Sinimbu, em Jequiá da Praia, Alagoas. Em recuperação judicial, a empresa busca definir o valor da indenização devida pela União por supostos prejuízos causados pela política de preços do setor sucroalcooleiro.
O Master, que buscava adquirir direitos creditórios de usinas em recuperação judicial para, segundo a Polícia Federal, inflar artificialmente a liquidez do banco, atuou no processo em conjunto com a usina.
Seis meses depois dos votos proferidos por Newton, a mulher do desembargador, a advogada Camilla Rose Ewerton Ferro Ramos, e o filho do magistrado, Gabriel Ribeiro Gonçalves Ramos, firmaram um contrato que pagaria até R$ 427 milhões com o banco de Daniel Vorcaro caso tivesse êxito em todas as ações judiciais, que totalizavam R$ 8,5 bilhões.
Ao Estadão, o desembargador Newton Ramos afirmou que o primeiro julgamento favorável à usina “foi julgado em bloco, em sessão virtual com aproximadamente 300 processos” (leia a íntegra abaixo). A advogada Camilla Ramos, mulher do magistrado, não se manifestou até a publicação da reportagem. O espaço está aberto.
Newton, amigo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, que fez carreira como desembargador no TRF-1, mantém influência na Corte e também é citado em relações com Vorcaro, votou pela rejeição de recursos da União em dois momentos: janeiro e junho de 2024. Ambas as decisões foram tomadas em julgamentos colegiados da 11ª Turma do TRF-1 e beneficiaram a usina e, consequentemente, os interesses do Master.
O primeiro voto favorável de Newton aos interesses do Master ocorreu na sessão virtual realizada de 22 a 26 de janeiro de 2024. Por unanimidade, a 11ª Turma do TRF-1 acolheu o recurso da usina e limitou a perícia que serviria para calcular o valor da indenização.
A União defendia uma análise mais ampla, com novos documentos, enquanto a empresa queria que o cálculo seguisse apenas os critérios considerados no processo original. O tribunal concordou com a usina e restringiu a perícia a esses parâmetros.
O segundo voto foi proferido na sessão virtual que ocorreu entre 3 e 7 de junho de 2024. Por unanimidade, a 11ª Turma rejeitou os recursos apresentados pela União e manteve, na prática, a decisão anterior que havia limitado a perícia aos critérios defendidos pela empresa.
Nesta terça-feira (22) o advogado Alex Ferreira Borralho apresentou uma reclamação disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo a abertura de uma investigação sobre a conduta do desembargador.
“Logo, importante seja apurado se existe um comprometimento funcional na atuação do Requerido (Newton Ramos) em benefício de terceiro (Daniel Bueno Vorcaro) e de sua esposa (Camilla Ribeiro), com contornos de dimensões profundas que realçam relações e conexões econômico-financeiras e interesses privados voltados para aquele e para o Banco Master”, afirma o advogado na petição.
As procurações de Camila Ramos e Gabriel, mulher e filho do desembargador, relacionadas ao contrato com o Master, são de dezembro de 2024, cerca de seis meses após o segundo voto favorável do magistrado.
O contrato foi revelado pelo Estadão em abril. O valor de até R$ 427 milhões de honorários advocatícios que o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos poderia receber foi publicado primeiro pelo Metrópoles e confirmado pela reportagem.
A atuação de Camilla e Gabriel ocorreu no mesmo segmento em que o desembargador Newton proferiu votos favoráveis aos interesses do Master: processos judiciais envolvendo usinas de açúcar e álcool que cobram indenizações bilionárias da União.
O TRF-1 é o maior tribunal regional federal do País, com 43 desembargadores e jurisdição no DF e em doze Estados. A Justiça Federal de Brasília, em primeira instância, mandou o Tesouro pagar os precatórios antes do trânsito em julgado da liquidação dessas ações, porque ainda estava sob discussão o cálculo dos valores de indenização. Ao detectar suspeitas de irregularidades nas decisões, a Presidência do TRF-1 determinou a suspensão dos pagamentos, em uma decisão proferida em junho de 2022.
Nos anos seguintes, o Master passou a comprar parte desses precatórios e ingressou como interessado nos processos que tramitam no TRF-1 para tentar destravar e receber os valores. Os papéis foram parar no banco de Daniel Vorcaro por meio de uma cadeia de fundos de investimento ligados à Reag e ao próprio Master. Newton Ramos não atuou diretamente nos processos desses precatórios.
Relação com Nunes Marques
Newton Ramos e a mulher viajaram para Maceió em novembro do ano passado com o ministro Nunes Marques e a mulher, conforme revelou o Estadão em abril. Um mês depois, concedeu uma liminar favorável em uma causa defendida por Kevin Marques, de 25 anos, filho do ministro, que teria recebido R$ 500 mil do Banco Master.
Como revelou o Estadão em março, Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da empresa Consult Inteligência entre agosto de 2024 e julho de 2025. Essa firma havia recebido R$ 6,6 milhões do Banco Master e outros R$ 11,3 milhões da JBS, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. Kevin afirma em seu site ter atendido mais de 500 clientes e “resolvido” ao menos mil processos em apenas um ano de advocacia.
Dois filhos de Nunes Marques – entre eles Kevin – pegaram carona em outro avião com Camilla e Newton, com destino a Trancoso, na Bahia, conforme também revelou o Estadão.
A proximidade entre Newton e Nunes Marques é anterior às viagens. Os dois mantêm relação desde o período em que o ministro exercia a carreira de desembargador do TRF-1. Na época, Newton, então na primeira instância federal, atuou como juiz auxiliar de Nunes Marques durante sua passagem pela vice-presidência do tribunal, entre 2018 e 2020. Em 2023, Newton foi promovido a desembargador do TRF-1, com apoio de Nunes Marques nos bastidores.
Posicionamento do desembargador
Em resposta, o Desembargador Federal Newton Ramos esclarece que o Agravo de Instrumento nº 1026345-83.2021.4.01.0000 foi julgado em bloco, em sessão virtual com aproximadamente 300 processos. À época, não havia nos autos indicação de interesse do Banco Master, cujo ingresso ocorreu somente após o julgamento e, desde então, o impedimento legal encontra-se devidamente anotado.
- Negou
- 23 de setembro de 2026
- Por: Redação

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de liminar apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o Senado a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o Banco Master.
Na decisão, Zanin considerou que, neste momento, não ficou suficientemente demonstrada uma omissão da Presidência do Senado que justificasse uma intervenção do Judiciário. Segundo o ministro, o pedido apresentado ao Supremo não detalhou adequadamente a tramitação dos requerimentos relacionados à investigação do banco nem a atuação da Presidência da Casa diante dessas iniciativas.
Zanin também observou que o próprio Alessandro Vieira informou sobre a existência de um requerimento anterior para a criação de uma CPI sobre o caso. Para o ministro, é necessário esclarecer o andamento dessas diferentes propostas antes de concluir pela existência de uma omissão ilegal do comando do Senado.
A decisão é provisória e não encerra a discussão no Supremo. Após o despacho, Alessandro Vieira criticou o entendimento e anunciou que pretende apresentar novas informações ao STF. O senador sustenta que a falta de instalação da comissão configura omissão do Senado.
A disputa pela abertura de uma CPI do Master ganhou espaço no Congresso em meio às repercussões políticas e judiciais envolvendo o banco e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro. Atualmente, diferentes requerimentos apresentados por deputados e senadores buscam criar colegiados para apurar fatos relacionados à instituição financeira.
O assunto também ganhou novo impulso após as recentes revelações envolvendo integrantes do Supremo e Vorcaro, que provocaram uma crise interna na Corte e ampliaram a pressão política para que o caso seja investigado pelo Legislativo.
No Congresso, porém, ainda há resistência da cúpula das Casas à instalação de uma comissão específica. Ao todo, sete iniciativas relacionadas à criação de comissões para investigar o Banco Master aguardam encaminhamento no Legislativo, enquanto governo e oposição disputam politicamente a condução do tema em pleno período eleitoral.
- Suspensa
- 23 de setembro de 2026
- Por: Redação

A Justiça suspendeu a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, que estava marcada para o dia 1º de outubro e definirá a composição do comando do Legislativo para o biênio 2027/2028.
A decisão foi proferida pelo juiz Itaércio Paulino da Silva, titular da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, em mandado de segurança apresentado pelos vereadores Aldir Júnior (PL), André Campos (Republicanos), Douglas Pinto (PSD), Dr. Joel (PSD) e Flávia Berthier (PL).
O magistrado suspendeu a eficácia do Edital de Convocação nº 003/2026 e de sua retificação e determinou que o presidente da Câmara se abstenha de realizar a sessão extraordinária prevista para 1º de outubro, bem como dos atos preparatórios relacionados ao pleito.
A eleição havia sido inicialmente convocada para 0h01 do dia 1º de outubro. Posteriormente, o horário foi alterado para as 9h, com registro das chapas até as 8h30 do mesmo dia. Segundo a decisão, o pleito estava previsto para ocorrer três dias antes do primeiro turno das eleições gerais de 2026.
Quatro pontos questionados
Na ação, os cinco vereadores apontaram quatro possíveis ilegalidades no procedimento adotado pela Câmara.
Um dos questionamentos envolve a Emenda à Lei Orgânica nº 004/2025, que alterou o calendário para a eleição da Mesa. Conforme consta na decisão, o projeto teria sido subscrito por oito vereadores, enquanto o artigo 65 da Lei Orgânica exige a assinatura de um terço dos integrantes da Casa — 11 dos 31 vereadores. Também foi questionada a atribuição da autoria da proposta à Mesa Diretora.
Outro ponto diz respeito à realização da eleição por meio de sessão extraordinária em uma quinta-feira. O juiz destacou que o Regimento Interno reserva as quintas-feiras para reuniões das comissões permanentes e estabelece as sessões ordinárias às segundas, terças e quartas-feiras.
Os vereadores também questionaram a ausência, no edital, da definição sobre a votação ser aberta ou secreta. A decisão considera que a definição prévia do modo de votação é condição de validade do processo eleitoral. O edital também previa o registro das candidaturas exclusivamente por chapas, com encerramento 30 minutos antes da sessão.
O quarto ponto envolve a escolha da data. A eleição havia sido marcada para três dias antes do primeiro turno das eleições gerais, quando nove dos 31 vereadores estariam disputando mandatos estaduais e federais. O juiz afirmou que a questão relacionada ao motivo da convocação merece análise mais aprofundada.
Liminar não impede nova convocação
Apesar de suspender a eleição de 1º de outubro, o juiz não proibiu a Câmara de realizar uma nova convocação.
Na decisão, Itaércio Paulino indeferiu o pedido para impedir, de forma genérica, qualquer nova convocação. Eventual novo edital, segundo o magistrado, deverá respeitar as regras da Lei Orgânica e do Regimento Interno quanto à espécie de sessão, dia, horário, forma de votação e prazo para registro das candidaturas.
O magistrado também considerou que a suspensão não provoca um vácuo no comando do Legislativo, uma vez que a atual Mesa permanece à frente da Câmara até o fim do biênio. Além disso, a posse dos eleitos está prevista apenas para o primeiro dia útil de janeiro de 2027.
A autoridade apontada como responsável pelo ato deverá prestar informações à Justiça no prazo de dez dias. Depois disso, o processo será encaminhado ao Ministério Público Estadual para manifestação.
A decisão é liminar e o próprio magistrado ressalta que a análise nesta fase é sumária e não antecipa o julgamento definitivo sobre a existência ou não do direito alegado pelos vereadores.
Com a suspensão, fica em aberto o calendário para a escolha da nova Mesa Diretora. A Câmara poderá realizar uma nova convocação, desde que sejam observadas as exigências legais e regimentais estabelecidas na decisão judicial.
- Pesquisa
- 23 de setembro de 2026
- Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial, mas o petista passou a ter uma pequena vantagem numérica, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 23. Lula registra 47,7% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 47,4%.
No levantamento divulgado em 17 de setembro, Lula tinha 46,8%, enquanto Flávio registrava 47,2%. Desde então, o presidente oscilou 0,9 ponto porcentual para cima, e o senador avançou numericamente 0,2 ponto. A diferença entre os dois passou de 0,4 ponto a favor de Flávio para 0,3 ponto a favor de Lula. As oscilações se deram dentro da margem de erro do estudo, que é de um ponto porcentual para mais ou para menos. Brancos, nulos e os que não sabem somam 4,9%, ante 6% na pesquisa anterior.
A pesquisa foi realizada integralmente após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 15 de setembro, marcada por embates entre ministros durante a análise sobre a abertura de investigação das relações de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Um pedido de vista do ministro Flávio Dino adiou a decisão.
O instituto AtlasIntel ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre 17 e 22 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório (pela internet). O nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04739/2026.
Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 50,2%, contra 49,8% de Flávio. Na rodada anterior, os porcentuais eram os mesmos, mas com as posições invertidas: o senador tinha 50,2%, e o petista, 49,8%.
Lula também aparece numericamente à frente nos outros quatro cenários de segundo turno testados pelo instituto.
Contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o presidente registra 47,6%, ante 42,2% do adversário. No levantamento anterior, os índices eram de 46,3% e 43,7%, respectivamente. A vantagem do petista aumentou de 2,6 para 5,4 pontos porcentuais. Brancos, nulos e os que não sabem somam 10,2%, ante 10,1%.
Na disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula tem 46,6%, contra 44%. Na rodada anterior, o presidente aparecia com 46%, e Caiado, com 41,7%. Com isso, a distância entre os dois diminuiu de 4,3 para 2,6 pontos porcentuais. Brancos, nulos e os que não sabem passaram de 12,3% para 9,4%.
Diante de Augusto Cury (Avante), o petista marca 46,2%, ante 39,4% do adversário. Antes, tinham 45,6% e 37,8%, respectivamente. A vantagem de Lula recuou de 7,8 para 6,8 pontos porcentuais. Brancos, nulos e os que não sabem somam 14,4%, contra 16,6% na pesquisa anterior.
No confronto com Renan Santos (Missão), Lula registra 46,5%, contra 31,2% do adversário. No levantamento anterior, os índices eram de 46,1% e 29,7%, respectivamente. A diferença caiu de 16,4 para 15,3 pontos porcentuais. Brancos, nulos e os que não sabem passaram de 24,2% para 22,3%.
Lula tem 45,8% e Flávio, 43,4% no 1º turno
No primeiro turno, Lula registra 45,8% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 43,4%. Os dois avançaram numericamente 1,7 ponto porcentual em relação ao levantamento anterior, mantendo a distância de 2,4 pontos entre eles.
Na rodada divulgada em 17 de setembro, Lula tinha 44,1%, e Flávio, 41,7%. Juntos, os dois passaram de 85,8% para 89,2% das intenções de voto, enquanto os demais candidatos com índices individualizados no gráfico registraram recuos numéricos.
O influenciador Renan Santos aparece em terceiro lugar, com 4,5%, ante 5,1% na pesquisa anterior. Na sequência está o escritor Augusto Cury, que passou de 3,5% para 2,1%.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado tem 1,3%, contra 1,7% na rodada anterior, enquanto o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema registra 0,9%, ante 1,1%. A advogada Clariana Barão (DC) e a ativista Samara Martins (UP) têm 0,4% cada. Samara aparecia com 0,7% no levantamento anterior.
O professor Edmilson Costa (PCB), o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO) e o veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram. Brancos e nulos somam 0,7%, ante 1,6%, enquanto os que não sabem em quem votar permanecem em 0,5%.
Votos válidos
Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 46,3%, e Flávio, 43,9%. Na pesquisa anterior, os índices eram de 45% e 42,6%, respectivamente.
Renan Santos registra 4,6%, ante 5,2%, seguido por Cury, com 2,1%, contra 3,5%. Caiado tem 1,4%, ante 1,7%, enquanto Zema aparece com 0,9%, contra 1,1%. Os demais candidatos somam 0,8%.
Lula tem rejeição de 51,6% e Flávio, de 50,6%
Lula e Flávio seguem como os candidatos à Presidência da República mais rejeitados, segundo a pesquisa. Dizem não votar de jeito nenhum no petista 51,6% dos entrevistados, enquanto 50,6% afirmam o mesmo sobre o filho de Jair Bolsonaro.
Na pesquisa divulgada em 17 de setembro, Lula tinha rejeição de 52%, e Flávio, de 50,2%. O índice do presidente oscilou 0,4 ponto porcentual para baixo, enquanto o do senador variou na mesma magnitude para cima. Os dois estão tecnicamente empatados também na rejeição.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, também incluído na pergunta, registra rejeição de 39%, ante 38,5% no levantamento anterior. Ele segue inelegível e em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
Entre os demais candidatos, Renan Santos (Missão) passou de 39,1% para 33,5%, uma redução de 5,6 pontos porcentuais. Romeu Zema (Novo) tem 30,4%, ante 30,7%.
A rejeição a Ronaldo Caiado (PSD) recuou de 28,8% para 23,7%, uma queda de 5,1 pontos porcentuais. Augusto Cury (Avante) apresentou a maior redução entre os nomes pesquisados, de 7,2 pontos: passou de 28,6% para 21,4%. Os que não rejeitam nenhum dos políticos listados somam 0,6%, ante 0,7%.
Imagem dos líderes
Em outra pergunta, sobre a imagem dos líderes políticos, 46% dos entrevistados dizem ter uma percepção positiva de Lula, enquanto 53% têm uma visão negativa. Jair Bolsonaro registra os mesmos índices. Flávio tem imagem positiva para 44% e negativa para 55%.
Entre os demais presidenciáveis, Zema tem imagem positiva para 35% e negativa para 49%. Caiado registra 35% e 43%, respectivamente; Cury, 28% e 40%; e Renan Santos, 18% e 60%.
Os maiores índices de imagem negativa entre os nomes apresentados são os do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com 82%, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com 76%. Ambos têm imagem positiva para apenas 3% dos entrevistados.
Medo ou preocupação
O levantamento também perguntou qual resultado da eleição presidencial causa mais medo ou preocupação em relação ao futuro do País. Para 47,3%, é a reeleição de Lula; para 46%, a eleição de Flávio Bolsonaro. Os índices estão tecnicamente empatados.
Outros 6,5% afirmam que ambos os resultados preocupam igualmente, enquanto 0,1% não sabe responder.
- Luto
- 22 de setembro de 2026
- Por: Redação
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O cantor Rick, da dupla com Renner, morreu na queda de um helicóptero em Santa Catarina. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros nesta terça-feira (22). Na aeronave estavam ainda o empresário Bruno Avelar, o videomaker, o piloto e o copiloto.
Nascido em Monte do Carmo, região central do Tocantins — na época, território goiano — o cantor e compositor tinha 59 anos (conheça mais da sua trajetória abaixo).
A aeronave desapareceu na tarde de segunda-feira (21). Eles tinham decolado de Porto Belo, no Litoral Norte, com destino a São Joaquim, na Serra, e não chegaram ao local previsto. A região tinha previsão de fortes tempestades, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A aeronave era um PP-MGR – Bell 430, da JTA Empreendimento e Urbanismo, e tinha sido emprestada ao cantor e ao empresário.
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Destroços do helicóptero que levava Rick e outros 3 — Foto: Reprodução/NSC TV
A trajetória do cantor Rick
Muito antes de multidões cantarem versos de clássicos como “Ela É Demais”, “Muleca” e “Filha”, o homem que o Brasil se acostumou a chamar de Rick era conhecido como Geraldo Antônio de Carvalho. Nascido em 5 de dezembro de 1966, em Monte do Carmo, região central do Tocantins — na época, território goiano — o cantor e compositor carregava em sua essência a simplicidade da vida no campo e as tradições populares.
Casado com Geralda Carvalho e pai de Mônica e Victor Henrique, Rick sempre buscou manter suas raízes vivas, mesmo após se consolidar como uma das referências do cancioneiro sertanejo nacional.
A infância de Geraldo esteve distante de qualquer glamour. Criado em meio à natureza até os dez anos de idade, o cantor guarda lembranças vívidas de um tempo em que as parteiras faziam os partos e a cultura regional ditava o ritmo dos dias.
Na verdade, eu falo que nasci em Monte do Carmo porque era o município, né? Mas, se meu pai ver essa entrevista aqui ele vai falar “eu falei pra você não falar isso, por que quem nasce no mato é arroz e feijão”, mas eu nasci na roça, no meio do mato mesmo. Naquela coisa de parteira né… e eu fiquei no mato até os 10 anos de idade, que foi quando eu tive a oportunidade de ir pra cidade. Passei por ali, fui pra Porto Nacional e aí mudei pra Brasília. Mas eu vivi um período da minha vida literalmente na roça”, relembrou Rick em entrevista ao Fantástico em 2017.
G1
- Fatalidade
- 22 de setembro de 2026
- Por: Redação

O chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura de Imperatriz, Eduardo Massoli Braga, morreu nesta terça-feira (22) após um acidente durante uma carreata realizada no município de Riachão, no Maranhão.
Segundo informações preliminares, o trio elétrico utilizado no evento teria apresentado uma falha nos freios e atingido pessoas que participavam do ato político. As circunstâncias do acidente ainda deverão ser apuradas.
Além de Eduardo Massoli Braga, o procurador-geral do Município de Imperatriz, Solon Rodrigues dos Anjos Neto, também foi atingido durante o acidente. Ele sofreu um corte e uma forte pancada na perna, recebeu atendimento médico em Riachão e, posteriormente, foi encaminhado para Imperatriz.
O acidente aconteceu durante uma agenda política do ex-prefeito de São Luís e candidato ao governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD). Após o ocorrido, a campanha informou a suspensão das atividades previstas para esta terça-feira e quarta-feira.
Em nota publicada nas redes sociais, a campanha de Eduardo Braide lamentou o acidente e informou que os esforços estão concentrados no atendimento às pessoas envolvidas.
“A campanha de Eduardo Braide (PSD) lamenta profundamente o acidente ocorrido hoje, em Riachão, no início da carreata, que terminou com a morte de uma pessoa.
Nesse momento, todos os esforços são para que a outra pessoa envolvida receba toda a assistência possível.
Para isso, a agenda do candidato está suspensa hoje e amanhã”, informou a nota.
As informações sobre o acidente seguem sendo apuradas. Novos detalhes devem ser divulgados conforme o avanço das investigações.


