- Jogo decisivo
- 5 de julho de 2026
- Por: Redação
Técnico Carlo Ancelotti durante treino do Brasil © Rafael Ribeiro/CBF
O técnico Carlo Ancelotti tem se acostumado a fazer mistério quanto às escalações que vem mandando a campo na Copa do Mundo. Se foi assim na fase de grupos, não seria diferente para um duelo eliminatório como o deste domingo (5), contra a Noruega, às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos).

A dúvida da vez é sobre quem será o substituto de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos). Embora não tenha batido o martelo quanto ao escolhido, o treinador deu pistas de que o nome seria o do atacante Gabriel Martinelli.
Em uma das respostas da entrevista coletiva deste sábado (4), em Nova Jersey, ao indicar as opções para o lugar do meia, Ancelotti elencou as características projetadas no substituto e, por duas vezes, citou o autor do gol da vitória sobre os japoneses.
“[Precisamos] De um jogador que possa defender pelo lado esquerdo, como fez o Paquetá, quando a equipe não tem a bola. Isto podem fazer Martinelli e [o volante] Danilo [Santos]. Com a bola, ele tem de ocupar bem a posição de meia pela esquerda. Às vezes, pode ser o [atacante] Vinícius [Júnior] e, nesse caso, o [lateral] Douglas Santos avança. Às vezes, pode ser outro jogador, que pode ser o Martinelli. Muda a interpretação do jogador a depender das características”, respondeu o italiano.
“Danilo é diferente de Martinelli, que é diferente do [atacante] Matheus Cunha, como também é o [volante] Ederson. O equilíbrio não é somente escolher jogadores com diferentes características, mas manter boa vigilância quando a equipe ataca”, completou.
Se não informou a escalação de domingo, Ancelotti confirmou o retorno de Raphinha aos relacionados. O camisa 11 se recuperou da lesão no músculo posterior da coxa direita que sofreu na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na segunda rodada da fase de grupos, na Filadélfia (Estados Unidos), e desde então tem dado lugar ao também atacante Rayan.
Após permanecer em Nova Jersey para dar sequência à recuperação e não viajar para o jogo contra o Japão, Raphinha voltou a treinar em campo esta semana. Na última sexta-feira (3), ele participou das atividades junto do grupo pela primeira vez desde a lesão. A recuperação agradou ao técnico do Brasil.
“O Raphinha está avançando muito bem. Não está 100%, mas pode estar disponível no banco, jogar alguns minutos. Estamos felizes com essa recuperação, porque ele é muito importante para a equipe”, afirmou o treinador, que, por fim, fez uma avaliação da evolução brasileira ao longo da Copa.
“Este [nota] é um dado que pensamos depois dos jogos. Foi uma nota 5 contra Marrocos [na estreia]. Contra o Haiti, um 6,5. Um 7 contra a Escócia [terceira rodada]. E porque estávamos felizes, um 7,5 contra o Japão. Aprovados [risos]”, concluiu Ancelotti.
Agência Brasil
- Passou pela retranca
- 5 de julho de 2026
- Por: Redação

Mbappé foi certeiro na cobrança de pênalti que garantiu a vitória francesa sobre o Paraguai (Foto: Dylan Martinez)
Finalista das últimas duas Copas do Mundo, a França continua na briga para chegar à decisão pela terceira vez consecutiva e repetir o feito do Brasil entre 1994 e 2002. Neste sábado (4), os Bleus (“Azuis”, na tradução literal do francês, apelido da seleção europeia) superaram o Paraguai por 1 a 0 na Filadélfia (Estados Unidos), pelas oitavas de final.

Os bicampeões mundiais, que vêm de um vice na edição do Catar, em 2022, terão Marrocos como adversário nas quartas de final. O confronto reedita uma das semifinais da última Copa. Na ocasião, os franceses ganharam por 2 a 0. O reencontro será na próxima quinta-feira (9), às 17h, em Boston (Estados Unidos).
Goleador da Copa ao lado de Lionel Messi, o também atacante Kylian Mbappé balançou as redes na competição deste ano pela sétima vez e segue na cola do argentino na artilharia histórica do Mundial. O astro dos Bleus acumula incríveis 19 gols em 19 jogos, média de um por partida, enquanto o camisa 10 dos hermanos contabiliza 20 gols.
O Paraguai, por sua vez, volta a ser frustrado pelos franceses em uma Copa. Em 1998, na casa dos Bleus, a geração sul-americana com nomes idolatrados em clubes brasileiros, como o lateral Francisco Arce e o zagueiro Carlos Gamarra, caiu nas oitavas de final para a França, ao perder por 1 a 0, na prorrogação.
Ferrolho paraguaio
Na França, Didier Deschamps fez apenas uma troca na formação que derrotou a Suécia por 3 a 0 na fase de 16 avos de final. O treinador escolheu Manu Koné para o lugar do também volante Aurélien Tchouaméni.
Preocupado com o poderio ofensivo francês, o técnico Gustavo Alfaro montou o Paraguai fechadinho na defesa, com três alterações em relação ao time que eliminou a Alemanha nos pênaltis, após empate por 1 a 1 com bola rolando. O zagueiro José Canale saiu, mas outros dois entraram: Gustavo Velázquez e Omar Alderete. Pelo meio, Damián Bobadilla, do São Paulo, deu lugar ao também volante Diego Goméz. Outro a ir para o banco foi o atacante Gabriel Ávalos.
No primeiro tempo, a retranca paraguaia deu resultado. A França controlou a posse da bola em 57% do tempo e trocou seis vezes mais passes que o adversário, mas sucumbiu à forte marcação no último terço do campo.
Basta dizer que o goleiro Orlando Gill não foi exigido. Na finalização mais perigosa da seleção europeia, os 21 minutos, Koné arriscou de fora da área, a bola desviou no também volante Diego Gómez e quase surpreendeu os sul-americanos.
Doué e Mbappé decidem
O cenário não se alterou na etapa final. A França intensificou a pressão, mas novamente, foi com um chute de Koné, de longa distância, aos nove minutos, que os Bleus conseguiram dar um susto. Gill se esticou no ângulo esquerdo e salvou a finalização.
O desgaste físico não demorou a se manifestar no Paraguai. Antes mesmo dos 15 minutos, foram duas trocas por cansaço, com Canale no lugar de Alderete e Gustavo Caballero, ex-Santos, entrando no lugar do também atacante Júlio Enciso. Pouco depois, após tentar uma arrancada pela esquerda, o meia Miguel Almirón não resistiu e desabou no gramado e colocou a mão no posterior da coxa esquerda.
A resistência sul-americana sucumbiu, enfim, aos 19 minutos, após Désiré Doué, que tinha acabado de entrar no lugar do também atacante Bradley Barcola, sair driblando na área e ser derrubado por Gómez. O árbitro Ilgiz Tantashev reviu o lance no vídeo e marcou pênalti a favor da França. Aos 24, Mbappé cobrou e não deu chances a Gill.
A partida, então, ficou à feição para os Bleus, com os paraguaios obrigados a se lançarem a frente e cedendo espaços para os contra-ataques. Em um deles, já nos acréscimos, Mbappé avançou pela esquerda e finalizou duas vezes, uma da entrada da área e outra no rebote, mas Gill fez duas grandes defesas.
O Paraguai foi com tudo para o ataque nos instantes finais, mas não foi o suficiente. Assim como em 1998, a França levou a melhor.
Agência Brasil
- Números
- 5 de julho de 2026
- Por: Redação

A identificação dos brasileiros com a direita superou a da esquerda pela primeira vez desde 2014, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 3. O levantamento, feito sob a gestão Lula, aponta 44% dos brasileiros classificados à direita ou centro-direita, ante 39% à esquerda ou centro-esquerda — diferença de cinco pontos porcentuais, fora da margem de erro de dois pontos.
A classificação resulta de questionário com questões sobre valores sociais, culturais e econômicos — dez de comportamento, envolvendo temas como armas, pobreza, criminalidade, homossexualidade e religião, e seis de economia, sobre impostos, leis trabalhistas e atuação do Estado.
Em 2014, quando sob a Presidência de Dilma Rousseff (PT), a direita reunia 45% de identificação, contra 35% da esquerda — uma diferença ainda maior do que a registrada agora. De lá para cá, houve um empate técnico, em 2017, com 40% à direita e 41% à esquerda.
Já em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, a esquerda somava 49%, e a direita, 34%.
Naquele ano, direita e esquerda estavam tecnicamente empatadas no eixo comportamental, com 39% e 42%, respectivamente. A mudança em relação à 2022 se concentra justamente nesse eixo: agora a direita soma 52%, ante 29% da esquerda e 20% do centro.
Parcela que aponta preguiça como causa da pobreza quase dobrou
A maior alteração entre as perguntas comportamentais ocorreu na visão sobre pobreza. Em 2022, 76% atribuíam a pobreza à falta de oportunidades iguais, ante 22% que a associavam à preguiça de quem não quer trabalhar. Hoje, a parcela que aponta a preguiça como causa quase dobrou, para 40%, enquanto a que credita a pobreza à falta de oportunidades caiu para 58%.
Houve também deslocamentos em temas de segurança e costumes. Em 2022, 63% defendiam a proibição da posse de armas e 35% apoiavam o direito de possuir arma legalizada. Hoje, esses porcentuais são de 55% e 41%, respectivamente.
Na divisão em cinco grupos, 15% dos entrevistados foram classificados à direita, 29% na centro-direita, 17% no centro, 26% na centro-esquerda e 13% à esquerda. Em 2022, os porcentuais eram, na mesma ordem, 9%, 24%, 17%, 32% e 17%. Ou seja, houve crescimento tanto na direita (de 9% para 15%) quanto na centro-direita (de 24% para 29%), enquanto a centro-esquerda recuou de 32% para 26% e a esquerda, de 17% para 13%. O centro permaneceu estável, em 17%.
A pesquisa foi realizada de forma presencial nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95% — as margens são maiores nos recortes da população. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
- Susto
- 5 de julho de 2026
- Por: Redação

A cantora Alcione levou um susto durante sua apresentação na noite deste sábado (4), no Arraial do Ipem, em São Luís (MA).
A artista se desequilibrou e caiu no palco após a cadeira em que iria se sentar ser puxada por uma pessoa que estava no local.
O momento foi registrado em vídeo e rapidamente repercutiu nas redes sociais, preocupando o público que acompanhava o show.
- Entrevista
- 5 de julho de 2026
- Por: Redação

O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), afirmou que não fará alianças políticas baseadas em interesses pessoais. Durante discurso, o gestor disse que aceitará o apoio apenas de lideranças que, segundo ele, estejam comprometidas com o desenvolvimento do estado e com as demandas da população.
Ao comentar sua estratégia de alianças para a disputa eleitoral, Braide afirmou que seguirá o exemplo do pai e que não pretende se unir a políticos que, em sua avaliação, não trabalham pelo bem da população.
Segundo o pré-candidato, diversas lideranças políticas têm procurado sua equipe para discutir propostas voltadas ao Maranhão. De acordo com Braide, os pedidos recebidos estão relacionados a melhorias na saúde, ao incentivo à agricultura familiar e ao abastecimento de água em municípios do estado.
Durante o discurso, ele citou como exemplo o município de Cururupu e afirmou que as conversas têm sido voltadas para soluções de problemas enfrentados pela população.
“O Maranhão pode ser transformado”, declarou.
Braide também afirmou que recusou conversas com políticos que, segundo ele, buscaram vantagens pessoais em troca de apoio político.
“Todos aqueles que vierem apoiar nossa pré-candidatura para o bem do Maranhão serão bem-vindos e caminharão ao nosso lado. Todos aqueles que quiserem pensar nos interesses pessoais e pedir algo para si, esses certamente não caminharão junto conosco”, afirmou.
O político acrescentou que essa postura fez com que alguns adversários o classificassem como alguém “fechado” ou que não gosta de dialogar. Em contrapartida, disse contar com o apoio de prefeitos, prefeitas, ex-prefeitos, deputados estaduais e ex-deputados.
Ao finalizar a fala, Braide reiterou que sua pré-candidatura permanecerá aberta ao diálogo com lideranças políticas que, segundo ele, tenham como prioridade o desenvolvimento do Maranhão, mas descartou alianças motivadas por interesses particulares.
- Copa do Mundo
- 4 de julho de 2026
- Por: Redação
Começam neste sábado (4) os jogos das oitavas de final da Copa do Mundo 2026.

A primeira partida será entre Canadá e Marrocos. As equipes se enfrentam em Houston (EUA), às 14h (horário de Brasília).
Mais tarde, às 18h, é a vez do confronto entre Paraguai e França, na Filadélfia.
Os vencedores avançam para as quartas de final e os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação de 30 minutos e, se necessário, disputa por pênaltis.
No domingo (5) acontecem as disputas entre Brasil e Noruega, às 17h, em Nova York. Também jogam México e Inglaterra, na Cidade do México, às 21h.
Os jogos das oitavas de final seguem até a próxima terça-feira (7). Na quinta-feira (9) começam as disputas pelas quartas de final.
Jogos deste sábado, 4 de julho
- 14h – Canadá x Marrocos (Houston)
- 18h – Paraguai x França (Filadélfia)
Agência Brasil
