- Crescimento
- 25 de setembro de 2026
- Por: Redação

André Fufuca (PP) chega à reta final da campanha para o Senado como um dos nomes que mais ganharam espaço na disputa pelas duas vagas destinadas ao Maranhão.
Nos bastidores da campanha, a avaliação é de que o deputado federal e ex-ministro dos Esportes já teria ultrapassado adversários que apareciam à sua frente no início da corrida e passou a disputar diretamente as primeiras posições. A percepção é de que os próximos levantamentos, já realizados na reta final antes do primeiro turno, deverão mostrar com maior clareza essa evolução.
As pesquisas mais recentes confirmam que Fufuca está no grupo que concentra as maiores intenções de voto. No levantamento Ranking, divulgado nesta quinta-feira (24), ele apareceu com 18,45% na soma dos dois votos, atrás numericamente de Roseana Sarney (MDB), que registrou 21,4%. Considerando a margem de erro de 3,1 pontos percentuais, os dois aparecem tecnicamente empatados.
Poucos dias antes, pesquisa IPSensus também colocou Fufuca na segunda posição, com 18,6%, enquanto Roseana marcou 22,1%. O levantamento ouviu 1.000 eleitores entre 14 e 18 de setembro.
O movimento representa uma mudança em relação a levantamentos anteriores. Na pesquisa Real Time Big Data, realizada entre 5 e 9 de setembro, Roseana tinha 18%, enquanto Fufuca, Lahesio Bonfim e Weverton Rocha apareciam com 15% cada, e Eliziane Gama registrava 14%. Naquele momento, os cinco candidatos estavam tecnicamente empatados.
“As pesquisas apontam que, se as eleições fossem hoje, estaríamos eleitos para o Senado; todas mostram que estamos entre os dois senadores eleitos do Maranhão!”, comemorou Fufuca.
Dobradinha com Braide
Um dos fatores apontados nos bastidores para o crescimento de Fufuca é a associação de sua candidatura à de Eduardo Braide (PSD) na disputa pelo Governo do Maranhão.
A estratégia estabelece uma espécie de voto casado entre os dois candidatos. Braide, que lidera as pesquisas para o governo, aparece ao lado de Fufuca em agendas e manifestações políticas, enquanto o candidato ao Senado também reforça a candidatura do prefeito de São Luís.
A lógica eleitoral é direta: a força de Braide na disputa pelo Palácio dos Leões pode ampliar a exposição de Fufuca entre os eleitores que acompanham a campanha do candidato do PSD. Ao mesmo tempo, Fufuca busca ampliar sua presença em diferentes regiões do estado por meio da aliança construída em torno da candidatura majoritária.
A dobradinha também ganhou dimensão estratégica porque, neste ano, cada eleitor maranhense escolherá dois candidatos ao Senado. Dessa forma, a associação entre candidaturas pode ter peso na formação do chamado segundo voto.
A campanha entra agora nos últimos dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Com a disputa ainda aberta e pesquisas apontando movimentos diferentes entre os principais candidatos, a tendência é de que os próximos levantamentos sejam acompanhados com atenção para verificar se o crescimento de Fufuca se transforma em liderança numérica na reta final.
- Decisão
- 25 de setembro de 2026
- Por: Redação

O plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta sexta-feira, o julgamento do recurso apresentado pela defesa do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1351. A ação foi movida em desfavor de atos atrelados ao ministro Flávio Dino, com o objetivo de retirar das mãos do ex-governador a relatoria e supervisão de inquéritos da Polícia Federal, além de transferir o procedimento ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No primeiro voto depositado no sistema da Corte, o relator, ministro Dias Toffoli, manifestou-se contra a pretensão do governador, votando para conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento.
A defesa do governador questiona a condução e a abertura de inquérito sob supervisão do próprio Supremo Tribunal Federal. Segundo os advogados do emedebista, a prerrogativa para apurar condutas envolvendo governadores de estado é do Superior Tribunal de Justiça (STJ) — tribunal competente fixado pelo artigo 105, I, “a”, da Constituição Federal.
Em memoriais encaminhados aos ministros, a defesa sustentou que a ação visa garantir o respeito ao sistema acusatório e aos limites do pacto federativo:
“Pode Ministro deste col. Supremo Tribunal Federal […] determinar ex officio […] a instauração de inquérito contra GOVERNADOR DE ESTADO perante a própria Suprema Corte — cuja competência penal originária, ademais, a Constituição Federal atribui ao eg. Superior Tribunal de Justiça? […] O agravante CARLOS ORLEANS BRANDÃO JÚNIOR não postula imunidade: postula juízo predeterminado por lei, acusação por quem a Constituição incumbiu de acusar e respeito aos limites do pacto federativo”, destacou a defesa no memorial.
Os argumentos de Dias Toffoli para rejeitar o pedido
Em seu voto, o ministro Dias Toffoli manteve o entendimento de que a ADPF não é o meio processual adequado para contestar investigações individuais ou servir como substituto de recursos próprios (sucedâneo recursal).
Entre os principais fundamentos apresentados no voto do relator, destacam-se:
Falta de Dimensão Objetiva e Pertinência Temática: Para Toffoli, embora a defesa invoque princípios e prerrogativas institucionais, a ação trata, no fundo, de interesse subjetivo e individual do próprio governador em relação a um inquérito específico.
Inobservância da Subsidiariedade: A ADPF só pode ser acionada caso não existam outros meios eficazes para cessar a alegada lesão. O relator frisou que a suposta demora na apreciação de outros recursos não autoriza o uso da ADPF para rever decisões ou atalhar caminhos do processo legal.
Fatos Supervenientes Não Alteram o Mérito: Segundo o magistrado, mesmo considerando aditamentos e novos acontecimentos narrados pela defesa, a controvérsia permanece de natureza concreta e individualizada.
“Assim, tendo em vista a ausência de elementos capazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, impõe-se sua manutenção integral. Ante o exposto, conheço do agravo regimental e a ele nego provimento”, concluiu o ministro Dias Toffoli.
Próximos Passos no Julgamento
A votação no plenário virtual do STF começou na manhã de hoje e tem previsão de encerramento para o dia 2 de outubro.
Até o momento, Toffoli foi o único integrante da Corte a depositar seu voto. Os demais ministros do STF têm até a data limite para apresentar divergências ou acompanhar a posição do relator.
- Levantamento
- 25 de setembro de 2026
- Por: Redação

A Quaest divulga nesta sexta-feira (25) uma nova pesquisa sobre as disputas pelo governo do Maranhão e pelo Senado. O levantamento foi encomendado pela TV Mirante. Os resultados vão mostrar o cenário eleitoral no estado para as eleições de 2026, quando os eleitores maranhenses irão escolher o governador, dois senadores, além de outros cargos em disputa.
Os números serão divulgados durante a exibição do JM2, com repercussão no Imirante.
Cenário da última pesquisa Quaest no Maranhão nas eleições 2026
Na última pesquisa Quaest divulgada no Maranhão, no dia 24 de agosto, Eduardo Braide (PSD) liderava a disputa pelo governo do estado com 44% das intenções de voto, seguido por Orleans Brandão (MDB), com 25%. Felipe Camarão (PT) aparecia com 6%; Roberto Rocha (PRTB), com 3%; André Luis (Missão), com 1%; os demais candidatos não pontuaram.
Na disputa pelo Senado, a pesquisa considerou que, em 2026, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes, já que duas cadeiras estarão em disputa no Maranhão. No levantamento estimulado, que apresenta os nomes aos entrevistados, a combinação dos votos para as duas vagas apontou Roseana Sarney (MDB) com 16%, Weverton Rocha (PDT) com 11% e Lahesio Bonfim (Novo) com 10%.
Na sequência, apareceram Fufuca (PP) e Eliziane Gama (PT), ambos com 9%; Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 5%; Cidônio Gonçalves (PL), Wilson Leite (PSTU), Raimundo Moreira (PCB) e Simplício Araújo (DC), com 1% cada. Enilton Rodrigues (PSOL) não pontuou. Branco/nulo/não vai votar somou 9%, e 27% dos entrevistados estavam indecisos.
Para 62% dos eleitores ouvidos no levantamento sobre o governo do estado, a escolha do candidato era definitiva, enquanto 37% afirmaram que ainda poderiam mudar de voto até as eleições. Na disputa pelo Senado, 50% disseram que a escolha era definitiva e 48% afirmaram que poderiam mudar.
O último levantamento da Quaest, divulgado em agosto, ouviu 900 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é MA-02558/2026 e BR-01389/2026.
Imirante
- Saúde
- 25 de setembro de 2026
- Por: Redação

O ex-presidente José Sarney, que esteve internado na última semana, após o diagnóstico de uma pneumonia, viajou a São Paulo nesta quinta-feira (24/9) para realizar exames no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. A informação foi confirmada pela filha do político, Roseana Sarney.
Sarney, que tem 96 anos, partiu do estado do Maranhão, onde mora, e chegou a São Paulo ainda nesta tarde. Ele passará por uma bateria de exames e pode voltar a ser internado no Sírio-Libanês, após um período de tratamentos domiciliares. Ele está sob os cuidados de equipe médica coordenada por Roberto Kalil Filho. Não foram divulgados mais detalhes.
“Estou indo para São Paulo porque, depois da pneumonia que eu tive, eu tive necessidade de fazer um check-up para ver como é que estou, uma vez que, com 96 anos, o velhinho aqui tem que saber como é que a máquina está funcionando. E acho que, na minha idade, até unha encravada é grave, né? Eu espero que tudo corra muito bem e que em breve eu esteja de volta aqui ao Maranhão para participar do final das eleições que nós vamos ter aqui e que Roseana concorre com brilhantismo”, disse.
O ex-presidente havia recebido alta do UDI Hospital, em São Luís, na última quarta-feira (16/9). Anteriormente, ele já havia apresentado “boa evolução clínica” de acordo com um boletim divulgado um dia antes, na terça-feira (15/9). Na segunda-feira (14/9), uma “evolução clínica favorável” também havia sido sinalizada pela equipe médica responsável.
Durante a internação, ele chegou a se pronunciar nas redes sociais, afirmando que seu estado de saúde era “estável”. Sarney também agradeceu as “mensagens, orações e manifestações de amizade”.
Sarney seguia recebendo cuidados em sua residência mesmo depois de receber alta, com acompanhamento ambulatorial.
Procurado pelo Metrópoles, um assessor do ex-presidente também afirmou que havia conversado com ele nessa quarta (23/9) e que Sarney estava “bem melhor”, além de ter escrito seu artigo semanal nesta quinta.
O político maranhense havia dado entrada na unidade de saúde no dia 13 de setembro, com um quadro de infecção respiratória que incluía febre. A pneumonia foi constatada e ele permaneceu em tratamento na unidade hospitalar.
José Sarney nasceu em abril de 1930, no Maranhão. Ele assumiu a Presidência da República em março de 1985, inicialmente de forma interina. Eleito como vice-presidente na chapa de Tancredo Neves pela Aliança Democrática, ele assumiu o comando do país após a doença e posterior morte de do político mineiro, ficando para a história como o primeiro mandatário do Brasil após a Ditadura Militar.
- Caso Master
- 24 de setembro de 2026
- Por: Redação
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio da Polícia Federal, realizou nesta quinta-feira (24) uma operação contra o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF).
A operação foi determinada pelo corregedor do CNJ, ministro Benedito Gonçalves. Foram cumpridas medidas no gabinete do desembargador do TRF-1. O disco rígido do computador de Ramos foi copiado.
O desembargador, que não estava no gabinete no momento da operação, não foi afastado do cargo. Ele mantém acesso ao sistema eletrônico de processos do tribunal.
🎤Em nota, o gabinete de Newton Ramos afirmou que o desembargador segue “julgando normalmente” processos sob sua responsabilidade, que confia e considera “natural e regular” o trabalho da corregedoria do CNJ, e que está à disposição do órgão para prestar “todos os esclarecimentos” (leia a íntegra aqui).
🎤Em nota, a presidente do TRF-1, Maria Cardoso, informou que o tribunal colabora com as investigações, ressaltou a necessidade de preservar a presunção de inocência e destacou que as atividades da corte seguem funcionando normalmente (íntegra).
Investigações da PF apontam que o escritório de advocacia da esposa de Newton Ramos, Camilla Ramos, firmou contratos de honorários relacionados a causas de interesse de empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
Um contrato encontrado em celular de Vorcaro indica pagamentos de até R$ 427 milhões ao escritório de Camilla.
A ação desta quinta, chamada de correição extraordinária, é um procedimento de fiscalização e auditoria.
Trata-se de um desdobramento da apuração aberta pela Corregedoria do CNJ sobre os processos do desembargador que envolvem precatórios do setor sucroalcooleiro.
🔎A TV Globo apurou que o prazo para o procedimento sobre Newton Ramos é de 60 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias. Dentro desse prazo, o corregedor vai avaliar se há ou não elementos para abertura de um processo administrativo disciplinar (PAD). Se considerar que há, um eventual PAD só poderá ser aberto pelo plenário do CNJ.
‘Turma do KN’
PF encontra contrato no celular de Vorcaro com previsão de pagamento de até R$ 427 milhões a escritório de advocacia de mulher de desembargador
Em mensagens encontradas pelos investigadores, o desembargador Newton Ramos e sua esposa eram chamados por funcionários e interlocutores de Daniel Vorcaro pelo codinome “turma do KN”.
Segundo a Polícia Federal, as iniciais “KN” fazem referência direta ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os diálogos indicam uma relação de intimidade entre o grupo “turma do KN” e Vorcaro.
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Troca de mensagens entre o desembargador Newton Ramos e o banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução
As apurações também apontam conexões sociais de proximidade, incluindo deslocamentos em jatos particulares.
Antes de ser desembargador, Newton Ramos foi juiz auxiliar de Kassio Nunes Marques, quando o agora ministro do STF era vice-presidente do TRF-1, de 2018 a 2020.
🎤Em nota, o ministro Kassio Nunes Marques disse que nunca votou a favor de Daniel Vorcaro ou do Banco Master, nunca trocou mensagens com o banqueiro e nem pediu nada a ele. O ministro também afirmou que nunca autorizou ninguém a falar em nome dele.
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Troca de mensagens entre a advogada Camila Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, e o banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução
Notas
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O desembargador Newton Ramos, do TRF-1, que é próximo ao ministro Nunes Marques, do STF — Foto: Divulgação/TRF-1
Leia a íntegra da nota divulgada pelo desembargador Newton Ramos:
Nota de Esclarecimento
O Desembargador Newton Ramos esclarece que a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça realizou uma correição extraordinária em seu gabinete com o objetivo de levantar informações em processos que envolvem o setor sucroalcooleiro.
O magistrado ressalta que permanece no pleno exercício de sua jurisdição, atuando e julgando normalmente os demais processos sob sua responsabilidade. O Desembargador confia no trabalho desempenhado pela Corregedoria do CNJ, o qual considera natural e regular.
Por fim, reafirma que está à inteira disposição do órgão para prestar todos os esclarecimentos necessários e sanar eventuais dúvidas sobre os casos em análise.
Leia a íntegra da nota divulgada pela presidente do TRF-1, Maria do Carmo Cardoso:
NOTA OFICIAL
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) informa que, nesta quinta-feira (24/9), foi iniciada uma correição extraordinária no Gabinete do desembargador federal Newton Ramos, por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Desde que tomou conhecimento da diligência, a Presidência do TRF1 determinou que fosse prestada integral colaboração às autoridades responsáveis pela apuração, assegurando o acesso às dependências, informações e demais elementos institucionais que foram regularmente solicitados.
O Tribunal tem interesse no completo esclarecimento dos fatos e continuará colaborando com o CNJ e demais autoridades competentes em tudo o que estiver ao seu alcance, com transparência, responsabilidade institucional e respeito às determinações emanadas dos órgãos responsáveis pela correição.
O TRF1 ressalta, ao mesmo tempo, que este procedimento não representa antecipação de responsabilidade. Devem ser preservadas a presunção de inocência e as garantias constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, assegurando-se ao magistrado, como a qualquer cidadão, o pleno exercício do direito de defesa.
A Presidência reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência, a integridade institucional e o pleno esclarecimento dos fatos, acrescentando que as atividades jurisdicionais e administrativas do TRF1 seguem normalmente, sem prejuízo à prestação dos serviços à sociedade.
Desembargadora Federal Maria do Carmo Cardoso
Presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região
G1
- Fora da disputa
- 24 de setembro de 2026
- Por: Redação
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recusou nesta quinta-feira (24), por 5 votos a 2, o recurso por meio do qual o candidato José Roberto Arruda (PSD) pretendia manter-se na corrida pelo governo do Distrito Federal (DF). 

Prevaleceu, ao final, o voto do relator, ministro Dias Toffoli, pela rejeição do recurso de Arruda. Acompanharam esse entendimento os ministros Ricardo Villas Boas Cueva, Sebastião Reis Júnior, André Mendonça e Kássio Nunes Marques. Ficaram vencidos os ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.
A maioria entendeu que Arruda está inelegível em razão de condenações colegiadas por improbidade administrativa ocorridas a menos de oito anos, atraindo assim a aplicação da Lei da Ficha Limpa.
Pela decisão final, o nome de Arruda deverá ser retirado das urnas de forma urgente. Contudo, ainda não está claro se a exclusão poderá ser efetivada, uma vez que o lacre das urnas eletrônicas começou na terça-feira (23) e mais de mil equipamentos já foram submetidos ao procedimento, que impede a alteração dos dados já inseridos.
Arruda buscava reverter decisão do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) que, por unanimidade, rejeitou o registro de sua candidatura, em razão de suas condenações no âmbito da Operação Caixa de Pandora, que investigou um esquema de corrupção envolvendo contratos de informática do DF quando Arruda era governador, em 2009.
A defesa do ex-governador alegava que as alterações promovidas no ano passado pelo Congresso na Lei da Ficha Limpa asseguravam a ele o direito de concorrer nas eleições deste ano.
O principal argumento era o de que as sete condenações de Arruda eram conexas, ou seja, relativas a fatos e provas ligados entre si, motivo pelo qual somente a primeira condenação poderia servir como marco inicial da contagem do período de inelegibilidade.
Julgamento
Em sustentação oral, o advogado José Eduardo Cardozo defendeu haver razoáveis dúvidas a respeito da aplicação da Lei da Ficha Limpa ao caso de Arruda, motivo pelo qual o TSE deveria permitir que ele concorresse de forma justa.
“É aquela velha máxima: na dúvida, que prevaleça a democracia”, afirmou.
O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, disse que a defesa se baseava em “interpretações equivocadas” da Lei da Ficha Limpa.
“O candidato recorrente acumula sete condenações colegiadas por atos dolosos de improbidade administrativa, todas com reconhecimento de lesão ao erário e enriquecimento ilícito”, destacou.
Em seu voto, Toffoli entendeu que independentemente da interpretação dada às alterações recentes na legislação, os motivos de inelegibilidade permanecem. “Basta verificar se, independentemente da interpretação adotada, remanesce a condenação colegiada apta a atrair a causa de inelegibilidade prevista. E a resposta, a meu sentido, é positiva”, disse o ministro, que foi acompanhado pela maioria.
Agência Brasil
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