Pesquisa IPPI: Braide tem 47,1%, Orleans 27,3%, Camarão 7,3%, Rocha 2,4% na reta final

 

A última rodada da pesquisa IPPI Pesquisas e Consultoria/Café Quente Podcast antes da eleição para o Governo do Maranhão aponta Eduardo Braide (PSD) na liderança da disputa, com 47,1% das intenções de voto no cenário estimulado.

Na sequência aparecem Orleans Brandão (MDB), com 27,3%; Felipe Camarão (PT), com 7,3%; e Roberto Rocha (PRTB), com 2,4%.

Entre os demais candidatos, André Luís (Missão) registra 0,4%; Reginaldo Lima (PCB), 0,3%; Saulo Arcangeli (PSTU), 0,2%; e Dimas Cassimiro (PCO), 0,1%.

O levantamento aponta ainda 5,4% de votos em branco, nulos ou nenhum dos candidatos, enquanto 9,5% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Considerando apenas os votos válidos, cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos, Eduardo Braide aparece com 55,4%.

Orleans Brandão registra 32,1%, seguido por Felipe Camarão, com 8,6%, e Roberto Rocha, com 2,8%.

Os demais candidatos aparecem com percentuais inferiores a 1%: André Luís tem 0,5%; Reginaldo Lima, 0,3%; Saulo Arcangeli, 0,2%; e Dimas Cassimiro, 0,1%.

A base utilizada para o cálculo dos votos válidos foi de 1.277 entrevistados.

Pela metodologia eleitoral, os votos válidos são a referência utilizada na apuração dos resultados. No levantamento, Braide aparece acima da marca de 50% nesse recorte.

Braide amplia vantagem na 7ª onda
A série histórica apresentada pelo IPPI mostra crescimento de Eduardo Braide entre a sexta e a sétima onda da pesquisa.

No voto estimulado, Braide passou de 44,5% na sexta rodada para 47,1% na sétima, uma variação de 2,6 pontos percentuais.

Orleans Brandão oscilou de 27,8% para 27,3%. Felipe Camarão passou de 7,7% para 7,3%, enquanto Roberto Rocha caiu de 3,8% para 2,4%.

A evolução apresentada pelo instituto considera sete rodadas realizadas entre maio e outubro de 2026.

Nos votos válidos, Braide também apresentou crescimento: saiu de 51,7% na sexta onda para 55,4% na sétima. Orleans passou de 32,3% para 32,1%; Camarão, de 9% para 8,6%; e Roberto Rocha, de 4,4% para 2,8%.

Espontânea
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Braide também aparece na primeira posição, com 37,4%.

Orleans Brandão registra 16,7%, Felipe Camarão, 2,8%, e Roberto Rocha, 0,5%.

Outros nomes somam 2,3%, enquanto 5,1% responderam nenhum, branco ou nulo e 35,1% não souberam ou não responderam.

Rejeição
No quesito rejeição, quando o entrevistado indica em quem não votaria, Orleans Brandão aparece com 22,7%, seguido por Felipe Camarão, com 8,5%, Roberto Rocha e Eduardo Braide, ambos com 7,1%.

André Luís registra 3,7% e Dimas Cassimiro, 2,5%. O levantamento aponta ainda que 23,5% disseram não rejeitar nenhum candidato, enquanto 21,3% não souberam ou não responderam.

Expectativa de vitória
A pesquisa também perguntou aos entrevistados, independentemente do candidato escolhido, quem eles acreditam que vencerá a eleição.

Eduardo Braide foi citado por 50,8%, enquanto Orleans Brandão aparece com 20,9%. Felipe Camarão registra 2,5%; Roberto Rocha, 0,8%; e André Luís, 0,3%. Outros 24,3% não souberam ou não responderam.

Senado

Na disputa pelas duas vagas do Maranhão no Senado Federal, a pesquisa IPPI/Café Quente mostra Roseana Sarney (MDB) na liderança, com 34,2%, considerando a soma do primeiro e do segundo voto.

Na sequência aparece Fufuca (PP), com 31,9%. Lahesio Bonfim (Novo) registra 21,1%, seguido por Weverton Rocha (PDT), com 20,6%, e Eliziane Gama (PT), com 16,7%.

Também aparecem no levantamento Cidônio Gonçalves (PL), com 6,1%; Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 4,3%; Raimundo Moreira (PCB), com 2%; Wilson Leite (PSTU), com 1,8%; Simplício Araújo (DC), com 1,3%; e Enilton Rodrigues (PSOL), com 1,2%.

A pesquisa registra ainda 32,5% de não souberam ou não responderam e 26% de nenhum, branco ou nulo.

Os percentuais correspondem à soma do primeiro e do segundo voto, já que cada eleitor maranhense escolherá dois candidatos ao Senado. Por isso, a soma dos percentuais do levantamento chega a 200%.

No detalhamento por voto, Roseana aparece com 22,3% no primeiro voto e 11,9% no segundo, totalizando 34,2%. Fufuca tem 20,5% no primeiro e 11,4% no segundo, chegando a 31,9%. Lahesio soma 13% no primeiro voto e 8,1% no segundo, enquanto Weverton registra 9,1% e 11,5%, respectivamente.

Metodologia
A 7ª onda da pesquisa IPPI foi realizada em parceria com o Café Quente Podcast, com 1.500 entrevistas distribuídas por 80 municípios maranhenses.

A coleta ocorreu entre 27 de setembro e 1º de outubro de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MA-08460/2026.

A distribuição da amostra contemplou as cinco mesorregiões do Maranhão, com entrevistas no Norte, Oeste, Leste, Centro e Sul do Estado.

Com os números da 7ª onda, o levantamento coloca Braide na liderança tanto no cenário estimulado quanto no recorte de votos válidos, enquanto Orleans Brandão aparece em segundo lugar.

 

O prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió, teve determinada nesta sexta-feira (2) sua reintegração ao cargo por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), em cumprimento à liminar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Habeas Corpus nº 277.753/MA.

A decisão de Moraes havia suspendido a medida cautelar que afastava Paulo Curió do cargo de prefeito. O gestor estava afastado desde dezembro de 2025, no contexto das investigações relacionadas às Operações Tântalo I e II.

Ao cumprir a determinação do STF, Graça Amorim suspendeu as restrições que impediam Paulo Curió de acessar a Prefeitura e demais repartições públicas municipais, utilizar os sistemas informatizados da administração e praticar atos de representação institucional, publicidade de atos administrativos e divulgação oficial das atividades de governo.

Na decisão, a magistrada ressaltou que o cumprimento da determinação da Suprema Corte deveria ocorrer de forma imediata.

“Em cumprimento estrito e imediato à decisão liminar proferida pelo eminente Ministro Alexandre de Moraes no Habeas Corpus nº 277.753/MA perante o Supremo Tribunal Federal.”

A decisão também levou em consideração a complexidade do processo, que envolve 45 denunciados e precisou ser desmembrado em diferentes núcleos para facilitar a tramitação e a análise dos diversos recursos apresentados.

Tornozeleira e outras medidas continuam
Apesar da suspensão do afastamento e das restrições diretamente relacionadas ao exercício do mandato, Paulo Curió continua submetido a outras medidas cautelares.

Entre elas estão o monitoramento eletrônico ininterrupto, com possibilidade de adequação das rotas e horários para permitir o exercício das funções públicas, além de recolhimento domiciliar noturno.

Também permanece a proibição de contato, por qualquer meio, com os demais corréus e testemunhas de acusação relacionados à ação penal, ressalvada a relação conjugal com Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas.

Outra medida mantida é a proibição de contratar com o Poder Público municipal, estadual ou federal, diretamente ou por interposta pessoa.

Graça Amorim advertiu ainda que eventual descumprimento injustificado das cautelares poderá provocar a revogação do benefício e a reavaliação da prisão preventiva.

Intervenção estadual gera novo capítulo
A situação, porém, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira.

A intervenção estadual em Turilândia possui processo próprio, de natureza distinta da ação penal que envolve o prefeito. A intervenção foi determinada pelo TJMA no processo nº 0837551-54.2025.8.10.0000 e levou o governador Carlos Brandão a nomear Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo como interventor. O próprio decreto estadual estabeleceu posteriormente que o interventor permaneceria no cargo até o julgamento definitivo da representação de intervenção.

Diante da decisão de Alexandre de Moraes, o interventor comunicou o fato ao TJMA. O desembargador Gervásio Protásio dos Santos Júnior, relator do processo de intervenção, decidiu que a liminar concedida pelo STF no habeas corpus não alcançaria automaticamente a intervenção estadual.

Segundo o magistrado, a decisão de Moraes suspendeu o afastamento cautelar de Paulo Curió no âmbito penal, mas não teria revogado ou suspendido a intervenção, que possui título judicial próprio.

Com isso, Gervásio determinou a manutenção de Thiago Josino no exercício exclusivo da chefia do Executivo municipal até nova deliberação da Seção de Direito Público ou eventual determinação expressa do Supremo Tribunal Federal.

Decisões colocam Turilândia no centro de um impasse jurídico
Na prática, as decisões desta sexta-feira criaram uma situação jurídica que passou a envolver duas frentes distintas.

De um lado, a 3ª Câmara Criminal, por meio da desembargadora Graça Amorim, cumpriu a determinação de Alexandre de Moraes e suspendeu as restrições que impediam Paulo Curió de exercer as atribuições administrativas decorrentes do mandato.

De outro, no processo específico da intervenção estadual, o desembargador Gervásio Protásio considerou que a decisão do STF não produziu efeito automático sobre a intervenção e manteve o interventor no comando do município.

O episódio deverá exigir novos esclarecimentos judiciais sobre a forma de compatibilização das duas decisões.

Operação Tântalo
Paulo Curió é alvo de investigação no âmbito das Operações Tântalo I e II, conduzidas pelo Ministério Público do Maranhão, por meio da Procuradoria-Geral de Justiça e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

Segundo as acusações apresentadas pelo MPMA, haveria um esquema envolvendo contratos públicos, empresas e supostos desvios de recursos municipais. O valor apontado no processo de intervenção é de R$ 56.328.937,59.

Entre os crimes atribuídos aos denunciados estão organização criminosa, fraude em licitações, peculato-desvio, corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.

As acusações, contudo, ainda integram o processo judicial e devem ser tratadas como imputações, não como condenação definitiva.

A intervenção estadual havia sido decretada em fevereiro de 2026, após decisão do TJMA, com a nomeação de Thiago Josino para administrar o município. Em agosto, o Governo do Estado prorrogou a permanência do interventor até o julgamento definitivo da representação.

O desfecho das decisões desta sexta-feira deverá definir os próximos passos sobre quem efetivamente exercerá a chefia do Executivo de Turilândia.

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu nesta sexta-feira (2) manter a intervenção estadual no município de Turilândia, mesmo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender o afastamento cautelar do prefeito José Paulo Dantas Silva Neto na esfera criminal.

A decisão foi tomada pelo desembargador Gervásio Protásio dos Santos Júnior, relator da representação de intervenção. Segundo ele, a liminar concedida por Moraes no Habeas Corpus nº 277.753/MA suspendeu apenas a medida cautelar criminal de afastamento e não interfere na intervenção determinada pelo TJMA.

Com isso, o interventor estadual Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo permanece no exercício exclusivo da chefia do Poder Executivo de Turilândia.

Decisão de Moraes não encerra intervenção

O interventor comunicou ao TJMA que a decisão do STF havia sido divulgada pela imprensa local como um retorno do prefeito afastado ao cargo. Diante disso, pediu esclarecimentos sobre os efeitos da liminar em relação à intervenção.

Gervásio Protásio afirmou que as decisões tratam de questões diferentes. Segundo o desembargador, o habeas corpus analisado pelo STF está relacionado exclusivamente às cautelares do processo criminal, enquanto a intervenção estadual tem natureza político-administrativa e fundamento constitucional próprio.

Na decisão, o relator destacou que existem dois afastamentos distintos do prefeito: um decorrente das medidas cautelares criminais e outro determinado no processo de intervenção.

Dessa forma, a suspensão da cautelar criminal não elimina o segundo afastamento, que continua válido enquanto a intervenção estiver em vigor.

Intervenção foi confirmada por decisão colegiada

O desembargador também ressaltou que a intervenção não está baseada apenas no afastamento criminal de José Paulo Dantas.

Em sessão virtual realizada entre 21 e 28 de agosto, a Seção de Direito Público do TJMA julgou procedente a representação e confirmou a intervenção, prorrogando a medida por 180 dias.

Segundo Gervásio Protásio, o encerramento da intervenção depende de nova manifestação da própria Seção de Direito Público, responsável pela decisão colegiada.

O relator citou ainda problemas administrativos identificados no município, como inversão das fases da despesa pública, ausência de controle interno efetivo, guarda de documentos fora da sede da Prefeitura e esvaziamento do setor de licitações.

Interventor continua no comando da Prefeitura

Na decisão desta sexta-feira, o desembargador afirmou que a intervenção continua abrangendo todas as atribuições relacionadas à chefia do Executivo municipal.

Gervásio Protásio determinou a manutenção de Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo no cargo de interventor e afirmou que eventual ato praticado pelo prefeito afastado não terá validade jurídica enquanto a intervenção estiver vigente.

A decisão também manteve as medidas estruturantes previstas no processo, entre elas o recadastramento de servidores, a reorganização do setor de licitações, a reforma administrativa, a elaboração do Plano de Cargos, Carreiras e Salários e a regularização dos recursos do Fundeb.

A auditoria requisitada ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) também deve continuar.

TJMA vai comunicar decisão ao STF

O TJMA determinou que a decisão seja comunicada ao governador do Maranhão, à Câmara Municipal de Turilândia, ao Ministério Público do Maranhão, ao TCE-MA e à relatora da ação penal relacionada ao caso.

Uma cópia também será encaminhada a Alexandre de Moraes, relator do habeas corpus no STF, para ciência.

O prefeito afastado José Paulo Dantas Silva Neto também deverá ser comunicado da decisão.

Segundo Gervásio Protásio, a intervenção permanece em vigor até uma nova deliberação da Seção de Direito Público ou eventual determinação expressa em sentido contrário pelo Supremo Tribunal Federal.

Imirante

O candidato a deputado federal Dr Joel percorreu as ruas de Pinheiro ao lado do candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, na manhã desta sexta-feira (2), reunindo milhares de apoiadores em um dos últimos atos políticos da corrida eleitoral de 2026.

Durante o evento, Eduardo Braide destacou a parceria com Dr Joel e reforçou seu apoio à candidatura do médico à Câmara Federal.

“Meu federal na Baixada, em Pinheiro e em todo o Maranhão chama-se Dr Joel, 5522! Vocês vão ter a oportunidade, depois de muitos anos, de eleger um filho da terra para a Câmara Federal. São Luís colocou Dr Joel na Câmara Municipal, e agora Pinheiro vai colocá-lo na Câmara Federal!”, afirmou.

O candidato ao Governo do Maranhão também relembrou a contribuição de Dr Joel durante sua gestão à frente da Prefeitura de São Luís, quando o médico ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde.

“Eu não cuidei de São Luís sozinho. Inclusive, Joel me ajudou muito a cuidar da cidade quando foi meu secretário de Saúde. E eu vim aqui dizer que, para cuidar do Maranhão, vou precisar de um time ao meu lado. O time que está aqui em cima: os senadores Fufuca, 111, e Lahésio, 300, e o Dr Joel para deputado federal, 5522”, destacou.

Para Dr Joel, a carreata ocorreu em um momento decisivo da disputa eleitoral de 2026.

“Estamos prestes a escrever um novo capítulo na história do nosso estado. Domingo, dia 4 de outubro, é hora de mostrarmos a força do povo em busca de um futuro melhor para a nossa gente. O time que transformou São Luís agora vai transformar o Maranhão!”, declarou.

Também participaram da carreata os candidatos à Assembleia Legislativa Dino da Aldenora Belo e Douglas Pinto.

Neste sábado (3), Dr Joel acompanha as últimas agendas políticas da corrida eleitoral ao lado de Eduardo Braide, em São Luís.

 

A Polícia Federal lavrou auto de prisão em flagrante em desfavor de três pessoas pelos crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa.

A ocorrência foi apresentada na unidade policial por guarnição da Polícia Militar de Coelho Neto/MA, após abordagem efetuada no povoado Santa Rita, localizado na zona rural de Afonso Cunha/MA.

A diligência teve início após o recebimento de denúncias sobre condutas ilícitas de captação de sufrágio na localidade.

Na busca pessoal e veicular, os policiais arrecadaram a quantia de R$ 960,00 em espécie, cerca de 550 materiais impresso de propaganda política, bandeiras, adesivos, três terminais de telefonia móvel e um caderno com anotação nominal de eleitores. As anotações vinculavam a contagem de votos ao oferecimento e à promessa de bens e serviços, tais como consultas médicas e execução de obras.

Diante dos elementos de autoria e materialidade apresentados, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante delito.

A Polícia Federal prossegue com a investigação para delimitar a extensão do esquema criminal, identificar eventuais coautores ou partícipes, bem como determinar os beneficiários finais das condutas apuradas.

A Globo recebeu há pouco, na noite desta quinta-feira (1º), duas notificações relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite, que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu por seu cancelamento.

A primeira é assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e atende a um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT, à Presidência da República.

A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes.

A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que, em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário com uma placa que o identifique. E que, numa das rodadas de tema livre, os candidatos presentes que assim desejarem formulem, em trinta segundos, a pergunta que fariam ao candidato que não compareceu.

A decisão da ministra Estela Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele.

A segunda notificação recebida pela Globo nesta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão.

As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral: devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.

Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT).

Uma outra decisão, da última terça-feira (29), do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, alterou entendimento do próprio TSE sobre contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar do debate.

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, determinou a participação do candidato Renan Santos, mesmo o Missão, partido dele, tendo apenas um parlamentar no Congresso Nacional.

A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil e oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos.

Nosso dever é o de promover a democracia, mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais.

Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite.

A Globo agradece aos demais candidatos e faz esses esclarecimentos em respeito aos eleitores e ao público que esperavam ter a oportunidade de ouvir propostas para o futuro do país.

Cenário preparado para debate desta quinta (1º) — Foto: Globo/Manoella Mello
Cenário preparado para debate desta quinta (1º) — Foto: Globo/Manoella Mello