- 20 de outubro de 2026
- Por: Redação

A Prefeitura de São Luís emitiu uma nota oficial para esclarecer informações referentes à participação de servidores da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) num ato político pró-Lula, realizado nesta terça-feira (20), na capital maranhense.
No comunicado divulgado nas suas redes sociais, a gestão municipal afirmou categoricamente que não autorizou a liberação de servidores da pasta para a participação no ato em defesa do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e da Política Nacional de Assistência Social, e informou que está apurando o caso.
A polêmica ocorreu porque a mobilização da secretaria coincidiu com a passagem de Lula por São Luís nesta terça-feira. O presidente esteve na cidade em ato de campanha que reuniu uma multidão no Centro Histórico, onde desfilou em carro aberto acompanhado por diversas autoridades e políticos locais.
- Pesquisa
- 20 de outubro de 2026
- Por: Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) • Estadão Conteúdo/ Ricardo Stuckert / PR
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera a corrida presidencial contra o candidato a reeleição e atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio aparece com 52% das intenções de voto, o atual presidente soma 48% da preferência do eleitorado. Esse cenário configura um empate técnico dentro do limite da margem de erro na simulação de segundo turno em votos válidos. As informações são do levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira (20).
Metodologia
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 15 a 19 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02952/2026.
- Sem motivos
- 20 de outubro de 2026
- Por: Redação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta segunda-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer contrário ao pedido para investigar o ministro André Mendonça por abuso de autoridade.

A manifestação foi solicitada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, após o ministro Alexandre de Moraes pedir que Mendonça seja investigado por pedir a abertura de uma investigação contra ele. Moraes foi citado em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Na manifestação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, diz que o pedido de investigação contra o colega não pode ser considerado crime.
“A representação, contudo, não parece demonstrar que a conduta possa ser reconduzida a ato punido por algum tipo da Lei n. 13.869/2019, a Lei de Abuso de Autoridade, que é o tema que cabe examinar neste momento”, afirmou.
Gonet também disse que os relatórios solicitados por Mendonça à Polícia Federal (PF) para embasar o pedido de investigação contra Moraes não podem ser considerados como prova.
“Os próprios relatórios contêm advertência de que não possuem valor probatório, não sendo peça de instrução. Não podem ser considerados provas ilícitas, até porque provas não são”, completou.
O caso Moraes veio à tona no dia 1° de setembro, quando André Mendonça, relator do caso Master, retirou o sigilo do caso e encaminhou as conversas para Fachin.
A investigação da PF apontou que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.
Mendonça foi acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo.
Com informações da Agência Brasil
- 20 de outubro de 2026
- Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição (PT), disse que vai entregar nesta terça-feira (20) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para quebra de seu sigilo telefônico e bancário e de sua família.

Lula também desafiou, o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), a abrir seu sigilo bancário e fiscal. O desafio foi feito nesta segunda-feira (19) em Porto Alegre onde Lula participou de um ato no Centro Histórico da cidade.
“Eu vou entregar isso amanhã, no Tribunal Eleitoral, na expectativa de que o candidato adversário apresente a abertura do seu sigilo, das suas empresas e da sua família. E por que que eu estou fazendo isso? Porque é preciso de uma vez por toda acabar com a história de ladrão ficar chamando gente honesta de ladrão”, disse.
Lula afirmou ainda que resolveu entregar o pedido de abertura dos cinco filhos – Fábio Luís, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio – devido ao fato de que em todas as disputas eleitorais ter sofrido com informações falsas e especulações a respeito da honra da sua família. “Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto”.
O desafio foi feito por Lula durante um pronunciamento à imprensa antes do ato, no centro de Porto Alegre. O tema surgiu durante o debate presidencial realizado no domingo (18), quando Lula questionou o patrimônio informado por Flávio Bolsonaro e propôs a abertura das contas bancárias e sigilos telefônicos dos dois candidatos para análise antes da eleição.
“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, emendou. “Eu vou entregar na expectativa que ele entregue a dele e eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue, para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste país”, desafiou.
O ato, na tarde desta segunda-feira, reuniu milhares de apoiadores de Lula, que se concentraram no Largo dos Açorianos, localizado entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico. De lá, Lula participou de uma caminhada pela Avenida Borges de Medeiros até o centro. Durante o percurso, Lula escreveu em um cartaz a frase “abre o sigilo Flávio”.
Agência Brasil
- 20 de outubro de 2026
- Por: Redação

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e parlamentares articulam poupar o ministro Flávio Dino de uma eventual onda de impeachments a partir de 2027, quando o Senado terá uma composição majoritariamente bolsonarista.
Na corte, até mesmo ministros da ala oposta à de Dino sinalizaram ao Congresso que não há motivos para afastar Dino e que um magistrado não pode ser punido com base na mera discordância de votos ou decisões judiciais.
O Supremo deve deixar claras até o fim do ano diretrizes para evitar que o impeachment vire instrumento de intimidação do Poder Judiciário. Isso deve ocorrer no julgamento de uma liminar do ministro Gilmar Mendes.
O presidente do STF, Edson Fachin, sinalizou a auxiliares que vai incluir o caso na pauta do plenário ainda em 2026, para que essas normas sejam pacificadas em colegiado antes que os novos senadores tomem posse.
Liminar proferida em dezembro do ano passado prevê que a aprovação do impeachment pelo Senado exija dois terços dos votos, e não maioria simples, como constava na lei original. Além disso, impede que o mérito de decisões judiciais seja usado como argumento para denúncia de crime de responsabilidade.
Esse último ponto é considerado o “escudo” de Dino. Auxiliares dele e de Gilmar calculam maioria no plenário para referendar a liminar, mas admitem que pode haver reação no Congresso, como o destravamento do projeto de lei sobre o tema, hoje parado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Fachin também tem dito a interlocutores que, se o Senado iniciar um processo de impeachment contra ministro, caberá ao STF a palavra final sobre a regularidade do ato, o que pode gerar conflitos entre Judiciário e Legislativo e exigir do presidente da corte a busca por soluções institucionais.
Um grupo de parlamentares do centrão tem procurado ministros do STF nos bastidores para passar o recado de que um deles deve sofrer um impeachment na próxima legislatura, diante da maioria eleita com esse objetivo, e que por isso é melhor que o próprio tribunal se antecipe e adote alguma providência.
Nessas conversas, esses parlamentares buscam tranquilizar os ministros de que não haverá uma caça às bruxas. A avaliação interna desses políticos é de que, após o primeiro impeachment, os demais integrantes do STF vão adotar uma postura mais contida.
Em entrevista à Folha, por exemplo, a senadora eleita Bia Kicis (PL-DF) afirmou que Moraes é o primeiro na lista e que não se pode “desprezar que poderão vir outros”, mas que “se um for impichado, os outros vão se enquadrar”.
O deputado federal e senador eleito Domingos Sávio (PL-MG) diz que Moraes já é suspeito de ilícitos no caso Master, o que justificaria o impeachment, e que o mesmo não acontece com Dino. “No caso de outros ministros, a gente pode divergir de opinião ou dos votos dados, mas isso não é motivo para a cassação.”
Entre lideranças bolsonaristas mais moderadas, há outro ponto de cautela sobre Dino: ele é visto como um ativo político da esquerda, fazendo adversários temerem que o impeachment se torne no futuro plataforma para uma eventual campanha do ministro a um novo cargo eletivo.
Antes de chegar ao STF, Dino foi deputado federal, governador e senador por partidos de esquerda, como o PCdoB e o PSB. Quando se tornou ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Lula (PT), era citado entre círculos progressistas como um possível sucessor político do petista.
Sua indicação ao STF em 2023, inclusive, acalmou alas do PT que temiam um canibalismo da esquerda, diante da possibilidade de Dino acabar suplantando um futuro líder de esquerda dentro dos quadros do próprio partido.
Figuras proeminentes do PL entendem que, como não há nenhum indício de envolvimento de Dino no caso Master, um impeachment pode ser lido pela sociedade como uma retaliação, devido às decisões do ministro sobre falta de transparência e desvios nas emendas parlamentares.
A melhor esfera para se combater Dino, avalia esse grupo, é o próprio STF, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença Lula no segundo turno. Isso porque, se eleito, ele poderá indicar pelo menos três nomes para o Supremo, o que isolaria a ala de Dino no tribunal.
Apesar de poupar Dino e outros ministros em um primeiro momento, parlamentares avaliam que eles poderão estar sob escrutínio em outra frente: em uma possível CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da “Lava-Toga”.
O deputado e senador eleito Marcel Van Hattem (Novo-RS) pretende coletar as assinaturas para apresentar um novo pedido de instauração da comissão. A CPI foi barrada na Câmara e no Senado em legislaturas anteriores, mas a direita entende que terá maioria para isso em 2027.
Como mostrou a Folha, após a eleição de uma forte bancada conservadora no Congresso e em especial no Senado, ministros do STF veem risco concreto de impeachment de integrantes da corte já no primeiro semestre do próximo ano.
Dois magistrados avaliam que será preciso buscar algum tipo de interlocução com parlamentares mais “moderados” do PL, que não necessariamente encampem o radicalismo de direita pelo qual o partido de Flávio Bolsonaro é conhecido.
O Senado, cujo presidente é o responsável por dar ou não andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo, terá ao menos 49 parlamentares que defendem o afastamento de magistrados do tribunal. A abertura de um procedimento dessa natureza exige 54 votos.
Um dos momentos decisivos é esperado para fevereiro, quando o Congresso iniciará os trabalhos sob nova composição e elegerá a mesa diretora do Senado. A definição dos dirigentes da Casa é considerada crucial para que ministros tracem estratégias para evitar ou retardar esse tipo de procedimento.
Folha de São Paulo
- Corrigiu
- 20 de outubro de 2026
- Por: Redação

O g1, portal do Grupo Globo, corrigiu nesta segunda-feira (19) uma reportagem sobre a proposta da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para o Bolsa Família. O veículo reconheceu ter informado, de forma equivocada, que beneficiários seriam desligados do programa após dois anos mesmo sem conseguir emprego, caso o senador seja eleito presidente.
Segundo a correção, a coordenadora do núcleo econômico da campanha, Daniella Marques, apresentou uma proposta de transição que permitiria ao beneficiário continuar recebendo o auxílio durante dois anos após conseguir um emprego com carteira assinada ou abrir um negócio.
A proposta também prevê retorno automático ao programa caso a experiência profissional ou o empreendimento não dê certo, conforme o esclarecimento publicado pelo portal.

Na versão corrigida, o g1 informou que o beneficiário perderia o auxílio somente após completar 24 meses empregado. A reportagem foi atualizada às 15h23, com uma nota reconhecendo o erro e explicando o conteúdo da declaração de Daniella Marques.
O esclarecimento diferencia a proposta de manutenção temporária do benefício após a entrada no mercado de trabalho da informação inicialmente divulgada, que atribuía à campanha a previsão de desligamento mesmo de quem permanecesse desempregado.


